Polícia
Publicado em 24/09/2026, às 09h19 Divulgação Lavínia Manso
A Polícia Civil investiga uma possível ligação entre três homicídios registrados entre os dias 10 e 22 de setembro em Assú, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, nos quais granadas ou vestígios de explosivos foram encontrados próximos às vítimas. Até esta quinta-feira (24), ninguém havia sido preso, e os investigadores apuram se os assassinatos foram praticados pelo mesmo grupo criminoso e se há relação entre as vítimas.
A presença recorrente de explosivos é um dos principais elementos analisados durante a investigação. Segundo a polícia, o uso de granadas nos três episódios pode indicar um padrão de atuação de uma facção criminosa presente no município.
Além de identificar os responsáveis, os investigadores tentam esclarecer as motivações dos assassinatos. A eventual relação entre os três homens mortos também está entre as linhas de investigação.
Leia também:
O caso mais recente aconteceu na terça-feira (22). Darlan Gladson Nascimento Silva, de 40 anos, foi morto após ser atingido por diversos disparos de arma de fogo.
Durante a perícia, uma granada de fragmentação foi localizada nas proximidades do corpo. Diante do risco provocado pelo explosivo, o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar foi acionado.
O esquadrão antibombas realizou os procedimentos necessários para neutralizar o artefato e retirá-lo do local. O homicídio passou a integrar a apuração sobre a possível conexão entre os crimes registrados no município.
Outro episódio investigado aconteceu no dia 11 de setembro, quando Francisco Ray Martins do Nascimento, de 21 anos, foi morto durante um ataque a tiros. O jovem foi encontrado sem vida nos fundos de uma residência localizada na Rua Professor João Jacinto.
Nas proximidades do corpo, os policiais encontraram estilhaços de um explosivo. Outras três pessoas também ficaram feridas durante o ataque.
A ocorrência aconteceu apenas um dia depois do primeiro homicídio sob investigação, aumentando as suspeitas sobre uma possível relação entre os episódios.
O primeiro caso ocorreu no dia 10 de setembro. Rafael Dantas da Silva foi morto a tiros dentro de um apartamento após dois homens entrarem no imóvel onde ele estava acompanhado da companheira. Segundo a polícia, a mulher não foi alvo dos criminosos.
Duas granadas foram encontradas no local do assassinato. Uma delas explodiu e atingiu o braço de Rafael, enquanto o segundo artefato permaneceu intacto.
Partes da granada que explodiu foram recolhidas pela Polícia Científica para análise. As investigações continuam para determinar se o uso dos explosivos nos três homicídios está relacionado à atuação do mesmo grupo criminoso e esclarecer as circunstâncias das mortes.