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Polícia

Piloto de moto aquática que causou morte de jovem na Grande Natal teria consumido álcool e drogas, aponta inquérito

Piloto de moto aquática que causou morte de jovem na Grande Natal teria consumido álcool e drogas, aponta inquérito  |  Imagem: Tv Tropical

Publicado em 08/11/2026, às 19h03   Imagem: Tv Tropical   Mayane Bezerra

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte concluiu o inquérito sobre a morte do engenheiro civil Carlos Eugênio Leopoldo Nunes Filho, de 27 anos, que caiu de uma moto aquática na Lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, na Grande Natal. A investigação aponta que o condutor da embarcação, Eduardo Rithelly Nascimento Silva, teria consumido bebidas alcoólicas e drogas antes do acidente, ocorrido em 6 de setembro de 2026.

Com a conclusão das investigações, a Polícia Civil pediu o indiciamento de Eduardo por homicídio simples com dolo eventual, quando uma pessoa, mesmo sem intenção direta de matar, assume o risco de provocar a morte ao adotar uma conduta perigosa.

Segundo o inquérito encaminhado ao Ministério Público, testemunhas relataram que o investigado consumiu álcool e drogas durante a tarde que antecedeu o acidente. Os depoimentos também apontam que ele costumava realizar manobras perigosas com a moto aquática, inclusive durante a noite.

Vítima estava sem colete salva-vidas, aponta investigação

A Polícia Civil também identificou que Carlos Eugênio não utilizava colete salva-vidas no momento do acidente.

Imagens de câmeras de segurança analisadas pelos investigadores indicam que Eduardo iniciou a condução da moto aquática antes que o passageiro tivesse a oportunidade de colocar o equipamento de proteção.

O inquérito aponta ainda que o condutor já havia sido advertido por funcionários do local devido à realização de manobras consideradas perigosas.

De acordo com a investigação, há indícios de que Eduardo tinha conhecimento dos riscos envolvidos na condução da embarcação, mas decidiu prosseguir mesmo assim.

Condutor negou embriaguez e abandono da vítima

Ao se apresentar à delegacia, dias após o acidente, Eduardo negou ter consumido bebida alcoólica ou abandonado Carlos Eugênio.

Em entrevista à TV Tropical, ele afirmou que a vítima utilizava colete salva-vidas e que permaneceu no local por aproximadamente uma hora e meia, auxiliando nas buscas. Segundo sua versão, deixou a região após receber ameaças.

As declarações, no entanto, são contestadas pelos elementos reunidos pela Polícia Civil, incluindo imagens de segurança e depoimentos de testemunhas.

O inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar os elementos apresentados e decidir sobre o eventual oferecimento de denúncia à Justiça.

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