Polícia
Publicado em 23/02/2026, às 11h23 Reprodução internet Redação
A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025 pela Polícia Federal, investiga um suposto esquema bilionário de fraudes no mercado de capitais que teria como epicentro o Banco Master.
As suspeitas incluem desvio de ativos, manipulação de mercado e ocultação de prejuízos, segundo a PF e o Banco Central do Brasil.
Mais de três meses após o início das apurações, porém, surgiu um impasse institucional: a PF ainda não teria compartilhado com o Supremo Tribunal Federal o conteúdo de dezenas de aparelhos eletrônicos apreendidos, incluindo 52 celulares.
Relatoria no STF mudou, mas dados não foram enviados
O ministro Dias Toffoli foi relator do caso até 12 de fevereiro de 2026, quando a relatoria passou para André Mendonça. Segundo informações divulgadas por veículos nacionais, nenhum dos dois recebeu detalhes completos sobre o material apreendido.
Ao mesmo tempo, a PF elaborou um relatório de cerca de 200 páginas sobre supostos contatos de Toffoli com pessoas ligadas ao banco investigado, sem apontar ilícitos. O documento foi rejeitado por ministros do STF, que o consideraram irregular.
STF rejeitou relatório da PF
Em reunião reservada, magistrados entenderam que o documento extrapolava a competência da investigação ao fazer cruzamento de dados envolvendo autoridade com foro privilegiado sem autorização judicial.
A Corte concluiu que o relatório não poderia ser usado no processo e decidiu não aplicar punições ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Investigação mira fraude com créditos falsos
A apuração começou após pedido do Ministério Público Federal, que identificou indícios de fabricação e venda de títulos de crédito falsos por instituições ligadas ao sistema financeiro.
Entre os crimes investigados estão:
possíveis crimes investigados
• gestão fraudulenta
• manipulação de mercado
• organização criminosa
• lavagem de dinheiro
• ocultação de prejuízos financeiros
Segundo a PF, o Banco Master teria vendido carteiras de crédito falsas avaliadas em bilhões de reais. Executivos foram presos e bens de alto valor apreendidos.
Prisões, bens apreendidos e liquidação do banco
Na primeira fase da operação, foram cumpridos mandados em vários estados e presas pessoas ligadas ao banco e a empresas parceiras. Entre os bens apreendidos estavam aeronaves, obras de arte, veículos, relógios e dinheiro em espécie.
O Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master e de outras instituições ligadas ao grupo.
Celulares apreendidos concentram informações sensíveis
Ao todo, 52 celulares foram recolhidos nas duas fases da operação. Parte do material conteria mensagens com políticos, executivos e autoridades. Esse conteúdo ainda não foi totalmente compartilhado com o STF, o que alimenta o impasse institucional.
Relatórios citam ainda nomes de empresários e investidores ligados a fundos de crédito e fintechs, além de operações com empresas como Tirreno e Cartos.
Autoridades não são investigadas
Apesar de citações indiretas em documentos e depoimentos, ministros do STF e dirigentes do Banco Central não aparecem como investigados no processo.
A apuração continua sob sigilo e novas fases da operação não estão descartadas.
Pontos importantes:
• operação: Compliance Zero
• investigação: Polícia Federal e Ministério Público Federal
• órgão relator: Supremo Tribunal Federal
• suspeitas: fraude bilionária no mercado de capitais
• instituição citada: Banco Master
Por que o caso repercute nacionalmente
O escândalo tem impacto direto na credibilidade do sistema financeiro brasileiro e pode afetar investidores em todo o país — inclusive no Rio Grande do Norte, onde muitos fundos e aplicações de renda fixa são distribuídos por bancos e corretoras nacionais.
Esse caso é importante porque envolve: