☰
✕

Polícia

PCC fatura bilhões em 2025 e montante chama atenção; conheça a diversidade das fontes de renda da facção criminosa que domina o Brasil

A facção PCC fatura bilhões e se consolidou como um dos principais grupos de tráfico na América do Sul, com rotas que se estendem até a Europa  |  Reprodução internet

Publicado em 05/01/2026, às 09h05   Reprodução internet   BNews Natal

Ler resumo da notícia

Investigações recentes revelam que o Primeiro Comando da Capital ampliou significativamente sua atuação econômica no Brasil, com recursos identificados tanto em pequenos negócios quanto em grandes empresas.

As apurações indicam que a facção passou a investir diretamente em atividades lícitas, indo além da tradicional lavagem de dinheiro.

Há registros de envolvimento em firmas que prestam serviços ao poder público, franquias, empreendimentos ilegais na Amazônia e empresas no interior de São Paulo.

Empresas de ônibus e setor de combustíveis na mira

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, há indícios de participação do PCC em empresas de transporte coletivo que atuaram na capital paulista.

As investigações também apontam para a compra de usinas sucroalcooleiras no âmbito da Operação Carbono Oculto, que apura a presença de pessoas ligadas à facção em diferentes etapas da cadeia de combustíveis.

O promotor Lincoln Gakiya, integrante do Gaeco, estima que o faturamento anual da organização criminosa chegue a R$ 10 bilhões.

O promotor Lincoln Gakiya, integrante do Gaeco, estima que o faturamento anual da organização criminosa chegue a R$ 10 bilhões.

Expansão internacional e domínio de rotas do tráfico

O PCC se consolidou como um dos principais grupos do tráfico de drogas da América do Sul, com atuação em países produtores de cocaína, envio de entorpecentes para a Europa e a África e alianças com organizações estrangeiras, como a máfia italiana ’Ndrangheta.

A expansão ganhou força a partir de 2016, após a morte de Jorge Rafaat Toumani, quando a facção passou a dominar a chamada “rota Caipira”, que liga Paraguai, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

Amazônia, contravenção e fraudes

Além da rota Caipira, a facção também atua na rota do Solimões, utilizando grupos locais e, em períodos de seca, até helicópteros para o transporte de drogas.

Outras fontes de renda incluem atividades de contravenção, como jogos ilegais, golpes financeiros por telefone e internet, além de fraudes em licitações públicas.

Operações policiais já identificaram esquemas de lavagem de dinheiro em casas de apostas, lojas de carros de luxo e empresas de transporte público.

Condenações e operações recentes

Em 2024, a Operação Fim da Linha investigou a empresa UPBus, apontada como ligada a líderes do PCC. Já em julho de 2025, a Justiça condenou Vagner Borges Dias por liderar um esquema de fraudes em contratos públicos associado à facção, envolvendo diversos municípios paulistas.

Na Operação Carbono Oculto, autoridades afirmam que uma organização ligada ao PCC controla desde usinas sucroalcooleiras até postos de combustíveis e lojas de conveniência.

Em uma das redes investigadas, com cerca de 200 estabelecimentos, foram encontradas bombas adulteradas e fortes indícios de lavagem de dinheiro.


Principais achados das investigações

- PCC investe diretamente em empresas legais
- Atuação identificada em transporte público e setor de combustíveis
- Faturamento estimado em R$ 10 bilhões por ano
- Expansão internacional do tráfico e alianças com máfias estrangeiras
- Uso de contravenção, golpes e fraudes em licitações como fontes de renda

Classificação Indicativa: Livre


TagsBrasilDrogasTráficoCombustíveisAmazôniaSão pauloTransporteLavagemFraudesDinheiroPccCocaínaMato grosso do sulLicitaçõesPrimeiro comando da capitalAmérica do sulOperação carbono ocultoContravençãoNdranghetaRota caipira