Polícia
Publicado em 14/10/2026, às 14h00 Foto: José Aldenir Giovana Gurgel
Um homem foi preso no município de Equador, na região Seridó do Rio Grande do Norte, suspeito de agredir o próprio filho com um pedaço de madeira. Ele era procurado desde abril, quando retirou a criança de uma escola no Distrito Federal sem autorização e fugiu com o menino após uma familiar conseguir a guarda provisória na Justiça.
O caso chegou às autoridades após uma mulher procurar o Conselho Tutelar de Equador e informar que havia recebido o pai e a criança em sua residência. A Polícia Militar foi acionada para acompanhar a ocorrência.
Durante o atendimento, os policiais perceberam que o menino apresentava um ferimento aparentemente recente próximo à boca. Ao ser questionada sobre a lesão, a criança relatou que havia sido agredida pelo pai.
A ocorrência teve início em abril deste ano, quando o homem retirou o filho de uma escola no Distrito Federal sem autorização da prima, com quem o menino morava. Naquele momento, a familiar ainda não possuía a guarda legal da criança.
Após o desaparecimento, a mulher recorreu à Justiça e obteve a guarda provisória do menino por meio de um pedido de urgência. Mesmo assim, o pai continuou circulando por diferentes estados com o filho.
As autoridades localizaram os dois inicialmente em Goiás, mas o homem conseguiu fugir novamente. Na semana anterior à prisão, pai e filho foram encontrados em Campina Grande, na Paraíba. Mais uma vez, o suspeito deixou o local levando a criança.
Em Equador, o menino contou sobre a suposta violência na presença da responsável legal e de uma conselheira tutelar. Segundo a Polícia Civil, o relato apontou que o pai teria utilizado um pedaço de madeira para agredi-lo.
“Questionada sobre o ferimento, a criança relatou, na presença da responsável legal e de uma conselheira tutelar, que teria sido agredida pelo pai com um pedaço de madeira”, informou a Polícia Civil.
Diante dos indícios, os envolvidos foram encaminhados à delegacia para os procedimentos legais. O homem foi preso sob suspeita de agressão, enquanto o caso passou a ser acompanhado pelas autoridades responsáveis pela proteção da criança.