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Polícia

Padrasto confessa matar criança após ataque violento; entenda o que aconteceu

Uma criança de apenas 1 ano e 9 meses morreu após ser agredida pelo padrasto, que foi preso após confessar o crime  |  Foto: Reprodução/G1

Publicado em 06/04/2026, às 12h53   Foto: Reprodução/G1   Giovana Gurgel

Uma criança de apenas 1 ano e 9 meses morreu após sofrer agressões dentro de casa, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O caso, que provocou comoção, foi esclarecido após a prisão do principal suspeito, o padrasto da vítima, identificado como Lukas Pereira do Espírito Santo.

A investigação aponta que o crime ocorreu na última quinta-feira (2), na comunidade do Quiririm, localizada no bairro de Vila Valqueire, quando o suspeito estava sozinho com a criança.

De acordo com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), o homem foi detido depois de apresentar contradições durante o depoimento e, posteriormente, confessar ter agredido a enteada.

Dinâmica do crime

Segundo a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), em ação conjunta com a 29ª Delegacia de Polícia (29ª DP), o homem teria se irritado com o choro da menina e passou a agredi-la com socos.

Os agentes informaram que as agressões foram concentradas na região abdominal, causando um quadro grave de saúde. Mesmo diante da situação, não houve socorro imediato à vítima.

Ainda conforme a apuração, o suspeito limitou-se a enviar uma mensagem à mãe da criança, informando que a filha não estava bem.

Morte e investigação

A criança chegou a ser levada a uma unidade de saúde, mas já deu entrada sem vida. Inicialmente, a ocorrência foi registrada na 29ª Delegacia de Polícia (29ª DP), que solicitou a remoção do corpo. Com a confirmação de morte violenta, o caso foi encaminhado à DHC, que assumiu as investigações.

Exames periciais identificaram lesões compatíveis com agressões físicas graves, além de indícios de episódios anteriores de violência.

Depoimentos e desdobramentos

Durante o enterro da vítima, a mãe, Emannuelly Costa, afirmou que não percebia comportamento agressivo por parte do companheiro e relatou que estava em uma entrevista de emprego no momento do crime.

Segundo ela, o suspeito enviou mensagens informando que a criança passava mal, versão que passou a ser questionada no decorrer das investigações.

Amigas do pai da menina, no entanto, afirmam que o homem já apresentava sinais de agressividade e ciúmes, levantando a hipótese de que a violência não teria sido um caso isolado.

Prisão

Diante dos elementos reunidos, a Justiça decretou a prisão temporária do suspeito pelo período de 30 dias, com parecer favorável do Ministério Público (MP).

O homem permanece à disposição da Justiça, enquanto a Polícia Civil segue investigando o caso para esclarecer completamente os fatos e identificar possíveis novas responsabilidades.

Classificação Indicativa: Livre


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