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Polícia

Operação "Slin": defesa de empresa investigada por venda de Mounjaro no RN quebra silêncio; entenda o caso

Advogados da Casinha Saudável afirmam que empresa atua dentro da legalidade e pede respeito ao princípio da presunção de inocência.  |  Foto: reprodução

Publicado em 03/04/2026, às 08h53   Foto: reprodução   Ranyere Fonseca

Os escritórios de advocacia que representam a empresa Casinha Saudável, alvo da recente Operação Slin deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte, emitiram uma nota oficial à imprensa nesta sexta-feira (3). A defesa técnica contesta conclusões antecipadas sobre o caso e reforça que a empresa mantém suas atividades de forma regular em cumprimento às normas do setor.

A operação, realizada na última terça-feira (31), investiga a comercialização supostamente irregular de medicamentos de controle especial, como o Mounjaro (utilizado para o tratamento de diabetes e frequentemente associado ao emagrecimento). Segundo a nota assinada pelos advogados Vinicius Cipriano e Mikarla Góis Camara, os fatos ainda estão em fase embrionária de apuração e não há qualquer decisão definitiva que comprove a prática de crimes.

Produtos encontrados pelos agentes. Foto: Reprodução/PCRN

Colaboração

A defesa ressaltou a importância do princípio constitucional da presunção de inocência, destacando que os envolvidos estão "integralmente à disposição das autoridades" para prestar os esclarecimentos necessários. De acordo com o comunicado, a empresa e seus titulares mantêm o compromisso com a transparência e o respeito às instituições policiais.

Os advogados também pediram responsabilidade na divulgação das informações para evitar danos à imagem e à honra dos investigados antes do devido processo legal. "A verdade será devidamente demonstrada no curso regular do processo", afirmam os defensores. 

Entenda o caso

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte cumpriu cinco mandados de busca e apreensão nas cidades de Assú e Macau no início desta semana. O foco da investigação é um suposto esquema de venda clandestina de medicamentos de alto custo pelas redes sociais e aplicativos de mensagens.

Durante as buscas, os agentes apreenderam seringas, luvas, recipientes térmicos e os próprios medicamentos. A polícia suspeita que os produtos eram comercializados com fracionamento de doses e armazenados de forma inadequada, o que poderia comprometer a eficácia das substâncias e colocar em risco a saúde dos consumidores. Os crimes investigados incluem associação criminosa, falsificação de produtos medicinais e receptação qualificada. 

Confira a nota da defesa na íntegra:

Nota da defesa publicada nas redes sociais. Foto: divulgação

Classificação Indicativa: Livre


TagsBuscaApreensãoOperação Slin

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