Polícia

Operação mira grupo suspeito de tráfico de drogas no litoral Sul potiguar; saiba cidades envolvidas

A operação Dédalo mira desarticular grupo suspeito de tráfico no Litoral Sul potiguar, com prisões e apreensões em Canguaretama e Vila Flor  |  MP RN

Publicado em 17/09/2026, às 08h02   MP RN   Redação

Uma operação deflagrada nesta quinta-feira (17) pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) avançou nas investigações sobre um grupo suspeito de atuar com tráfico de drogas e associação para o tráfico na região do Litoral Sul potiguar. A ação, denominada Dédalo, teve como alvos imóveis localizados nos municípios de Canguaretama e Vila Flor.

Com apoio da Polícia Militar, as equipes cumpriram dois mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão. A ofensiva é resultado do aprofundamento de uma investigação iniciada anteriormente pelo MPRN e busca reunir novas provas sobre a estrutura e a atuação do grupo investigado.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos aparelhos celulares, drogas e dinheiro em espécie. Todo o material recolhido foi catalogado e encaminhado para os procedimentos de análise e investigação.

A expectativa do Ministério Público é que os dados encontrados nos dispositivos e demais objetos apreendidos possam contribuir para identificar outros envolvidos e esclarecer a eventual participação dos investigados em outros crimes praticados na região.

Operação é desdobramento de investigação anterior

A operação Dédalo é um desdobramento da operação Ícaro, realizada anteriormente pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte.

A partir dos elementos reunidos na investigação anterior, o MPRN avançou na apuração sobre a possível existência de uma estrutura criminosa dedicada ao comércio ilegal de entorpecentes nos municípios de Canguaretama e Vila Flor.

Nesta quinta-feira, a nova etapa buscou cumprir medidas autorizadas judicialmente para aprofundar a coleta de provas e alcançar pessoas que, segundo a investigação, teriam participação na atividade criminosa.

O cumprimento de mandados de prisão preventiva significa que os alvos são investigados e que a prisão foi determinada antes de eventual julgamento. A medida tem caráter cautelar e não representa, por si só, condenação definitiva.

Celulares, drogas e dinheiro foram apreendidos

As buscas realizadas pelas equipes resultaram na apreensão de diferentes materiais considerados relevantes para a investigação.

Entre os itens encontrados estão aparelhos celulares, drogas e dinheiro em espécie. Os objetos foram recolhidos durante o cumprimento das ordens judiciais e serão submetidos aos procedimentos necessários para preservação e análise das informações.

Os celulares podem fornecer dados sobre contatos, conversas, movimentações financeiras e possíveis conexões entre os investigados. A análise desse conteúdo, entretanto, depende de procedimentos técnicos e das autorizações judiciais cabíveis.

O material será analisado pelo MPRN para verificar se existem elementos capazes de apontar a participação de outras pessoas ou revelar novas práticas criminosas relacionadas ao grupo investigado.

Entre os itens encontrados estão aparelhos celulares, drogas e dinheiro em espécie. Os objetos foram recolhidos durante o cumprimento das ordens judiciais e serão submetidos aos procedimentos necessários para preservação e análise das informações.

Investigação pode identificar novos suspeitos

Uma das próximas etapas da operação será justamente o trabalho de análise das provas recolhidas durante as buscas.

A partir desse conteúdo, os investigadores poderão cruzar informações sobre os suspeitos, identificar possíveis fornecedores ou integrantes da estrutura investigada e verificar a existência de outros crimes.

O MPRN informou que o objetivo é dar continuidade à investigação e identificar novos alvos, caso sejam encontrados elementos que indiquem a participação de outras pessoas na organização ou nas atividades relacionadas ao tráfico.

A operação, portanto, não necessariamente encerra a apuração. O material apreendido poderá servir como ponto de partida para novas diligências e eventuais medidas judiciais.

Por que a operação recebeu o nome Dédalo?

O nome escolhido para a operação faz referência à mitologia grega.

Dédalo era um inventor e arquiteto conhecido, segundo a tradição mitológica, por ter construído o Labirinto de Creta, uma estrutura tão complexa que tornava extremamente difícil encontrar a saída.

A referência foi escolhida pelo MPRN para representar a complexidade da estrutura investigada e o trabalho necessário para identificar seus integrantes e desarticular a possível rede criminosa.

A operação Ícaro, que deu origem à nova etapa da investigação, também faz referência à mitologia grega. Ícaro era filho de Dédalo e ficou conhecido pela história em que tentou fugir de Creta utilizando asas construídas pelo pai.

A sequência dos nomes mantém, portanto, uma relação simbólica entre as duas operações.

Atuação conjunta entre MPRN e Polícia Militar

A operação Dédalo foi coordenada pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte e contou com apoio da Polícia Militar para o cumprimento das determinações judiciais.

A integração entre os órgãos é utilizada em operações que exigem o cumprimento simultâneo de mandados em diferentes endereços, especialmente quando há necessidade de garantir segurança às equipes responsáveis pelas diligências.

Nesta quinta-feira, as medidas foram cumpridas em Canguaretama e Vila Flor, municípios que integram a região Leste do Rio Grande do Norte.

Canguaretama também possui atribuição sobre Vila Flor na estrutura das Promotorias de Justiça do MPRN.

Combate ao tráfico na região

A operação Dédalo se soma a outras ações realizadas pelas forças de segurança no Litoral Sul do Rio Grande do Norte para investigar o comércio de drogas e crimes associados.

O próprio MPRN já realizou operações anteriores em Canguaretama com foco no combate ao tráfico. Em 2023, por exemplo, a operação Canguá IV cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Canguaretama e Parnamirim, com apreensão de drogas, aparelhos celulares e dinheiro.

No caso da Dédalo, a investigação atual tem como foco específico um grupo suspeito de atuar em Canguaretama e Vila Flor.

A partir da análise do material recolhido nesta quinta-feira, o Ministério Público deverá avaliar os próximos passos da apuração e a eventual necessidade de novas medidas.

O próprio MPRN já realizou operações anteriores em Canguaretama com foco no combate ao tráfico. Em 2023, por exemplo, a operação Canguá IV cumpriu seis mandados de busca e apreensão em Canguaretama e Parnamirim, com apreensão de drogas, aparelhos celulares e dinheiro.

O que acontece agora

Após o cumprimento dos mandados, os materiais apreendidos passam a integrar a investigação.

Os aparelhos celulares e demais objetos considerados relevantes serão submetidos à análise para identificar informações que possam esclarecer a atuação dos investigados.

Caso sejam encontrados novos elementos, o MPRN poderá solicitar outras medidas judiciais e ampliar o número de pessoas investigadas.

Até o momento, os envolvidos são tratados como suspeitos e a investigação continua em andamento. A responsabilidade criminal somente pode ser definida após o devido processo legal e eventual decisão judicial definitiva.

A operação Dédalo, portanto, representa mais uma etapa da investigação iniciada anteriormente pelo MPRN e tem como principal objetivo avançar na identificação da estrutura relacionada ao tráfico de drogas e à associação para o tráfico na região de Canguaretama e Vila Flor.

Classificação Indicativa: Livre


TagsTráfico de DrogasMinistério público do rio grande do norteOperação dédalo