Polícia

MPRN abre investigação sobre UTI do Giselda Trigueiro após denúncias de mofo e infiltrações

O inquérito civil foi instaurado devido a problemas estruturais graves, como esgoto e fios expostos, na unidade de saúde Giselda Trigueiro  |  reprodução internet

Publicado em 17/09/2026, às 09h57 - Atualizado às 10h16   reprodução internet   ELÍ Bernardo

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN)abriu um inquérito civil de investigação que pode resultar em ação na Justiça, sobre a estrutura física da UTI Térreo do Hospital Giselda Trigueiro, em Natal. 

A unidade teve denúncias de infiltrações de esgoto e de água da chuva, mofo e fios expostos. Esse são os problemas que levaram a abertura do inquérito.

Mofo, esgoto e fios expostos: o que o MPRN encontrou na UTI do Giselda Trigueiro

Em julho, o Sindicato da Saúde do RN (Sindsaúde-RN),  divulgou um vídeo divulgado expondo as condições estruturais de um leito de isolamento do HospitalGiselda Trigueiro, em Natal.

O caso agora está com a 47ª Promotoria de Justiça da capital, e o órgão investigado é a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap). A portaria que instaurou o inquérito saiu no Diário Oficial Eletrônico do MPRN desta quarta-feira 16. De acordo com o texto, o procedimento foi convertido em inquérito porque era necessário continuar apurando as condições encontradas no hospital.

Providências

Nas primeiras providências, o Ministério Público pediu informações à Coordenadoria de Vigilância Sanitária de Natal (Covisa), órgão da Prefeitura. A Covisa agora tem 15 dias úteis para entregar um parecer técnico final, avaliação conclusiva feita por especialistas, ou um relatório detalhado sobre a análise do projeto de reforma da estrutura da UTI Térreo.

Segundo a portaria, o projeto espera avaliação desde 5 de dezembro de 2024. A Promotoria quer que a Vigilância Sanitária explique em detalhes os motivos do que o documento chama de “atraso de mais de 18 meses na deliberação municipal”.

A apuração vai além da UTI Térreo da unidade de saúde. Por ordem da Promotoria, o titular da Secretaria estadual de Saúde, Alexandre Motta, e a Direção-Geral do Giselda Trigueiro têm igualmente 15 dias úteis para enviar documentos que mostrem em que pé estão os reparos emergenciais feitos na UTI Térreo, na UTI 1 e na UTI 2.

A Sesap e a direção do Giselda Trigueiro terão que dizer se essas obras de correção foram de fato terminadas. Como prova, o Ministério Público também pediu o termo de recebimento das obras ou um relatório técnico, cópias das ordens de serviço e relatórios com fotografias que comprovem a conclusão.

A portaria mandou ainda aproveitar todos os documentos já juntados durante o procedimento preparatório, fase anterior ao inquérito. O Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Saúde e o Conselho Superior do Ministério Público serão avisados da abertura da investigação, para que o caso seja registrado e acompanhado pelos dois órgãos estaduais.

O ato de 9 de setembro, leva a assinatura da promotora de Justiça Iara Maria Pinheiro de Albuquerque, registrada eletronicamente em 10 de setembro. Procurada pelo portal BNEWS RN para comentar o caso, a Sesap não se manifestou até o fechamento da reportagem.

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