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Polícia

Morte em perseguição expõe falha grave: Câmeras desligadas e versão sob suspeita

A morte da médica Andrea Marins Dias levanta questões sobre a atuação policial e uso de equipamentos de monitoramento no Rio de Janeiro  |  Reprodução/G1RJ

Publicado em 18/03/2026, às 12h31   Reprodução/G1RJ   Giovana Gurgel

A morte da médica Andrea Marins Dias, de 61 anos, durante uma ação policial na zona norte do Rio de Janeiro, colocou sob questionamento a atuação dos agentes e o uso de equipamentos de monitoramento. A ocorrência foi registrada no domingo (15), no bairro de Cascadura.

Logo após o caso, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que os policiais envolvidos estavam com as câmeras corporais desligadas no momento da ação. Segundo a corporação, análises preliminares indicaram que os dispositivos estavam sem carga.

A instituição afirmou ainda que abriu procedimento interno para apurar os fatos e destacou que existem normas que determinam o retorno imediato dos agentes à unidade quando há falhas nos equipamentos. Os policiais foram afastados do patrulhamento.

Perseguição, tiros e confusão

De acordo com o registro da ocorrência, os agentes realizavam patrulhamento quando foram abordados por um pedestre que relatou a presença de um carro suspeito de envolvimento em roubos na região.

Durante as buscas, os policiais afirmaram ter localizado dois veículos e uma motocicleta, momento em que disseram ter sido alvo de disparos. Em resposta, os agentes efetuaram tiros.

Ainda conforme o relato, um dos carros, identificado como um Corolla Cross, teria fugido em alta velocidade, dando início a uma perseguição por diversas ruas do bairro.

Vítima não resistiu

Ao fim da perseguição, o veículo foi encontrado parado. Andrea Marins Dias estava no banco do motorista e já não apresentava sinais vitais.

A principal linha de investigação aponta que o carro da médica pode ter sido confundido com o de criminosos durante a ação policial.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Rio, responsável por conduzir as apurações sobre as circunstâncias da morte. Diante da repercussão, a ministra Anielle Franco enviou um ofício solicitando esclarecimentos às autoridades estaduais.

O documento foi encaminhado ao governador Cláudio Castro e ao secretário de Segurança Pública Victor dos Santos. Entre os questionamentos estão o número de agentes envolvidos na operação, a preservação de imagens, a realização de perícia e o cumprimento dos protocolos operacionais previstos para esse tipo de ocorrência.

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