Polícia
Publicado em 09/02/2026, às 17h22 Reprodução/Internet José Nilton Jr.
Nesta segunda-feira (9), uma mulher de 55 anos de idade foi detida em Guararema, na região metropolitana de São Paulo, por supostamente "comercializar" suas netas menores a um piloto, que também foi preso dentro de uma aeronave na área sul da capital paulista. Conforme informações da Polícia Civil, ela teria recebido dinheiro do piloto em troca da exploração sexual das menores.
O inquérito, que começou em outubro de 2025, já identificou três vítimas com idades de 11, 12 e 15 anos, todas submetidas a situações extremas de abuso e exploração sexual. Além da avó, a mãe de uma das vítimas também foi detida em flagrante, após a investigação revelar que ela enviava vídeos da própria filha para o piloto e armazenava e repassava conteúdo criminoso.
Segundo a Polícia Civil, havia uma rede criminosa organizada dedicada a essa exploração, com evidências de repetição, divisão de funções e coordenação entre os participantes. Os crimes investigados incluem abuso sexual de crianças e adolescentes, favorecimento da prostituição, produção, armazenamento e disseminação de pornografia infanto juvenil, aliciamento de menores e coação.
O piloto, Sérgio Antonio Lopes, de 60 anos, foi preso dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas. Ele é suspeito de estar envolvido em exploração de pornografia infantil e abuso sexual de menores há pelo menos oito anos.
As investigações do DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) revelam que o homem visitava motéis acompanhado de menores utilizando documentos falsificados, e também é investigado por guardar e comercializar material de pornografia infantil.
A SSP (Secretaria de Segurança Pública) afirma que os crimes investigados fazem parte de uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, evidenciando uma violação severa da dignidade sexual das crianças e adolescentes. Além do crime de assédio (stalking), as investigações apontam para a utilização de documentos falsos ao longo do processo criminoso.
As operações ocorreram durante a "Operação Apertem os Cintos", realizada pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do DHPP. Ao todo, 32 policiais civis e 14 viaturas participaram da ação que resultou nas prisões temporárias e no cumprimento de oito mandados de busca e apreensão contra quatro suspeitos.