Polícia
Publicado em 28/01/2026, às 11h57 Divulgação/PMPI Malu Machado
Uma ação integrada entre as forças de segurança do Piauí e do Rio Grande do Norte resultou na morte do foragido da Justiça Janildo Amaro de Oliveira, na noite desta terça-feira (27).
O confronto ocorreu durante a "Operação Caça Fantasmas", deflagrada na localidade de Capim Grosso, zona rural de Luzilândia, no Norte do Piauí. Janildo era apontado como chefe de uma facção criminosa potiguar e era investigado por aproximadamente 20 assassinatos.
De acordo com a Polícia Militar, o suspeito foi localizado em uma casa alugada. Ao receber voz de prisão das equipes, Janildo tentou fugir pelos fundos da residência em direção a uma área de mata densa. Durante a tentativa de escape, ele abriu fogo contra as guarnições.
Diante da injusta agressão, os policiais reagiram em legítima defesa, de forma proporcional, conseguindo alvejar o suspeito", informou em nota a PM do Piauí.
O foragido chegou a ser socorrido com vida e levado ao Hospital Estadual Júlio Hartman, na cidade de Esperantina, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.
Após o cessar-fogo, os policiais realizaram buscas no perímetro e apreenderam o armamento utilizado pelo criminoso: um revólver calibre .38, contendo quatro munições intactas e duas já disparadas contra as equipes.
Além da arma, foram recolhidos três aparelhos celulares que estavam em posse de Janildo. Todo o material foi encaminhado à Delegacia para perícia e continuidade das investigações.
Natural de Uiraúna (PB), Janildo Amaro de Oliveira liderava uma facção com atuação predominante em Luís Gomes (RN), mas suas ramificações se estendiam por diversos estados do Nordeste. Além dos homicídios, ele era peça-chave em esquemas de venda ilegal de armas e tráfico de entorpecentes.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), o criminoso passou a viver como um "nômade" após sofrer uma tentativa de homicídio no Rio Grande do Norte. Para evitar capturas, ele se deslocava constantemente e já havia sido alvo de operações conjuntas das polícias da Paraíba e do RN em cidades como José de Freitas e Cabeceiras do Piauí.
O investigado mantinha bases criminosas estratégicas nos municípios de Piracuruca, Barras, Piripiri, Cabeceiras e Castelo do Piauí.
A "Operação Caça Fantasmas" foi o resultado de um trabalho de inteligência que mobilizou mais de 20 agentes, entre policiais civis e militares piauienses e potiguares. Participaram da ação a Polícia Militar do Piauí, a Polícia Civil do Rio Grande do Norte e as Delegacias de Esperantina e Barras (PI).
No âmbito jurídico, a atuação policial em casos de confronto é amparada pelo Excludente de Ilicitude - circunstâncias que removem a ilicitude de um ato, mesmo que este se enquadre na definição de um crime, especificamente a legítima defesa - e o estrito cumprimento do dever legal, desde que a reação seja proporcional à agressão sofrida.
O inquérito policial agora deverá formalizar as circunstâncias da morte para o relatório final da operação.