Polícia
Publicado em 14/01/2026, às 16h04 Divulgação/Polícia Científica do RN José Nilton Jr.
O Laboratório de Perícias Forenses da Polícia Científica do Rio Grande do Norte apresentou, no ano passado, um desempenho considerado extraordinário na produção de provas técnico-científicas que sustentam investigações criminais em todo o estado. O levantamento aponta que, ao longo de 2025, foram registrados 6.208 pedidos de análises periciais, distribuídos entre os setores de Química Forense, Toxicologia Forense e Biologia Forense.
A maior demanda ficou concentrada no departamento de Química Forense, responsável por 4.098 exames, principalmente ligados à identificação de drogas apreendidas. Do total analisado, 48,6% correspondiam a maconha e 42,8% a cocaína, resultando em um volume impressionante de 2,5 toneladas de entorpecentes periciados, fundamentais para processos judiciais e investigações policiais.
Já o departamento de Toxicologia Forense realizou 1.840 análises, priorizando a detecção de substâncias de abuso. Os resultados mostram predominância dessas drogas em 36,4% dos casos, além de benzodiazepínicos e antidepressivos em 20,1% e analgésicos e anti-inflamatórios em 11,7%. Dentro do grupo de drogas ilícitas, a cocaína foi a mais identificada, aparecendo em 84,8% dos registros.
No campo da Biologia Forense, foram contabilizadas 270 solicitações, principalmente relacionadas à detecção de PSA e espermatozoides, que representaram 75,6% das análises, desempenhando papel essencial em investigações de crimes sexuais. Também foram realizados exames para identificar sangue humano, presentes em 21,1% dos casos, além de outras análises específicas.
Os números reforçam a relevância da Polícia Científica no fortalecimento do sistema de justiça criminal do RN, garantindo precisão técnica, imparcialidade e confiabilidade na produção de provas. A atuação integrada dos departamentos permite maior esclarecimento de delitos, contribui para a responsabilização de autores de crimes e fortalece a segurança pública no estado.
Com esse volume expressivo de perícias e resultados altamente técnicos, o trabalho do laboratório se consolida como pilar essencial nas investigações, mostrando que a ciência forense segue sendo uma das principais armas no combate ao crime.