Polícia
Publicado em 07/10/2026, às 13h34 reprodução/ Elí Bernardo Elí Bernardo
O secretário de Estado da Saúde Pública, Alexandre Motta, se pronunciou no início da tarde desta quarta-feira (07) sobre o esquema de venda de exames de imagens, tomografias, de forma irregular no Walfredo Gurgel. Os exames comercializados geram uma imagem negativa para a unidade hospitalar.
Ele falou como funcionava o fluxo entre servidores públicos e aqueles que se aproveitavam das vendas por fora do fluxo normal do hospital.
Existe um prejuízo de imagem a instituição. Obviamente, que não foi causado pela instituição, mas por funcionários que não
compreendem o papel que a instituição precisa ter.As pessoas compravam, pagavam aos profissionais esses especificamente, e esses profissionais faziam exames fora desse fluxo. O médico radiologista que está lá fazendo os laudos, ele não sabe identificar quem é normal e quem não é. Ou seja, quem é do fluxo normal e quem não é. E, obviamente, essa pessoa saia com o exame feito de forma absolutamente equivocada, absolutamente errada" explicou o secretário da Sesap.
"E isso, obviamente, cria para a sensação das pessoas de que se pagar, eu vou conseguir fazer", lamentou o secretário Alexandre Motta.
Esse esquema que deixou muita gente na fila esperando por exames em detrimento da má fé de outros acontecia há três anos no hospital.
"Então, temos três anos tabulando dados, fazendo essa investigação de forma mais adequada possível. E o que a gente sabe é que esses servidores foram afastados por ordem judicial, e eles estão impedidos, inclusive, de acessar o Walfredo".
No início da manhã, uma investigação da Polícia Civil do Rio Grande do Norte apura um suposto esquema de facilitação irregular de exames de imagem realizados no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel, em Natal.
A operação deflagrada nesta quarta-feira (7) cumpriu 15 mandados de busca e apreensão e levou ao afastamento de cinco servidores públicos. A ação, batizada de “Sine Mora”, também impôs medidas cautelares a sete investigados.