Polícia
Publicado em 09/02/2026, às 18h42 Reprodução: Internet Jussier Lucas
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autuou a Petrobras e aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões após um vazamento registrado no início de janeiro durante uma operação de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada Margem Equatorial.
O incidente ocorreu a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá e envolveu a liberação de fluido de perfuração com base oleosa no oceano. A ocorrência foi identificada durante atividades realizadas a partir do Navio Sonda 42 (NS-42), utilizado pela estatal nas operações de exploração de petróleo e gás.
Segundo o Ibama, aproximadamente 18,44 metros cúbicos do material foram descarregados no mar. A substância é empregada em processos de perfuração e contém componentes classificados como de risco médio ao ecossistema aquático e à saúde humana, conforme critérios ambientais vigentes.
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Autuação e posicionamento da Petrobras
A autuação foi lavrada pelo Centro Nacional de Emergências Ambientais e Climáticas, vinculado à Diretoria de Proteção Ambiental do Ibama. De acordo com o órgão, a Petrobras tem prazo de 20 dias para efetuar o pagamento da multa ou apresentar defesa administrativa.
Em nota, a Petrobras informou que o produto derramado é biodegradável e que o vazamento foi rapidamente controlado. A estatal afirmou ainda que não foram identificados danos ambientais relevantes decorrentes do incidente.
A empresa também destacou que as estruturas envolvidas passaram por análise técnica e reparos, e que as atividades na região foram liberadas novamente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) nesta semana.