Polícia
Publicado em 27/05/2026, às 07h29 Reprodução/Polícia Civil da Bahia Malu Machado
O Rio Grande do Norte é alvo de uma grande operação deflagrada nas primeiras horas desta quarta-feira (27) pela Polícia Civil. A Operação Falsa Ordem visa desarticular uma organização criminosa interestadual especializada em estelionatos eletrônicos, fraudes virtuais e furtos de cartões que movimentou mais de R$ 4,2 milhões.
As equipes policiais estão nas ruas para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva espalhados por 10 cidades do RN e do estado de São Paulo.
A ofensiva é coordenada pela Polícia Civil da Bahia, estado onde as investigações começaram, mas que identificou forte atuação e base dos criminosos em solo potiguar.
De acordo com as investigações, uma das principais fontes de lucro da quadrilha era o golpe do "falso advogado". O esquema funcionava de forma altamente sofisticada:
A partir disso, os golpistas convenciam as vítimas a realizar transferências bancárias urgentes via Pix ou TED. Eles alegavam que o dinheiro era necessário para o pagamento de custas processuais, liberação de alvarás ou taxas para desbloqueio de indenizações judiciais.
Além das fraudes virtuais, as investigações mapearam um segundo núcleo da quadrilha focado em crimes físicos. Os suspeitos viajavam para grandes eventos e festas de rua nas capitais de Pernambuco, Paraná e da Bahia.
Se passando por vendedores ambulantes, os criminosos aproveitavam o momento do pagamento para trocar o cartão bancário das vítimas sem que elas percebessem. Com os cartões e senhas das vítimas, o grupo comprava mercadorias de alto valor, como videogames e aparelhos eletrônicos, que eram posteriormente revendidos em uma loja de receptação localizada em São Paulo.
A operação segue em andamento ao longo do dia. O foco principal dos policiais no RN e em SP é a apreensão de computadores, celulares e dispositivos eletrônicos. O material passará por perícia técnica especializada para rastrear o caminho do dinheiro e identificar outros integrantes do esquema.
Além do RN, BA e SP, o grupo também registrou atuação criminosa no Rio de Janeiro.