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Polícia

Ex-candidato a vereador é executado pelo Comando Vermelho após se recusar a pagar “taxa do crime”

Investigação aponta que comerciantes enfrentam extorsão e controle, como o pagamentos de taxas e preços ao crime para venda de produtos  |  REPRODUÇÃO instragram cascudo.do.gas

Publicado em 09/01/2026, às 08h58   REPRODUÇÃO instragram cascudo.do.gas   Redação

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O comerciante identificado como Carlos Henrique Paula de Souza, conhecido como “Cascudo do Gás”, foi executado por traficantes do Comando Vermelho (CV) após se recusar a pagar uma taxa imposta pela facção criminosa em Tanguá, região metropolitana do Rio de Janeiro.

O homem foi ex-candidato a vereador do município. Ele foi morto a tiros no dia 27 de dezembro de 2025, em frente ao próprio estabelecimento, no centro da cidade.

A informação da coluna Na Mira, do Metrópoles, diz que segundo a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), dois homens em uma motocicleta se aproximaram da vítima, sacaram armas de fogo e efetuaram os disparos. Carlos Henrique morreu no local.

As investigações apontam que traficantes vinham exigindo pagamentos ilegais de comerciantes da região para permitir o funcionamento dos negócios, e a execução teria sido motivada pela recusa do comerciante em realizar os pagamentos.

Além da cobrança de propina, o grupo criminoso também controla a venda de produtos como água, carvão e cigarros, restringindo o comércio local para ampliar os lucros do tráfico.

O esquema faz parte de uma estratégia de domínio territorial e intimidação de comerciantes.

Nesta quinta-feira (8), a PCRJ deflagrou uma operação contra os envolvidos, resultando na prisão em flagrante de cinco suspeitos e na apreensão de grande quantidade de drogas, rádios transmissores, balança de precisão, celulares e dinheiro em espécie.

A ação também buscou cumprir mandados de prisão contra integrantes do CV investigados por associação criminosa, extorsão, homicídio e tortura.

Atuação das facções no Brasil

O jornal O Globo realizou um levantamento de dados, ao longo de todo o mês de julho de 2025, analisando informações coletadas por meio de fontes ligadas as secretarias de Segurança Pública, Administração Penitenciária e Ministérios Públicos de todos os estados do Brasil.

O resultado mostra que o país tem atualmente 64 facções espalhadas pelas 27 unidades da federação, com menor ou maior tamanho e influência sobre a sociedade.

Do número total divulgado pelas autoridades, 12 facções apresentam presença efetiva em mais de um estado brasileiro, e os outros 52 são, até onde se sabe, organizações locais.

Duas facções, entretanto, têm atuação nacionalizada. O PCC, por exemplo, está em 25 unidades da federação, enquanto os fluminenses do Comando Vermelho (CV) se encontram em 26. Os grupos só não estão, ainda, no Rio Grande do Sul. O crime gaúcho gerou suas próprias facções interestaduais: Bala na Cara (BNC) e Os Manos.

Bahia (17), Pernambuco (12) e Mato Grosso do Sul (10) são os estados que mais concentram grupos criminosos. Enquanto os dois do Nordeste têm um cenário fragmentado, com muitas facções locais disputando espaço, o território sul-mato-grossense é o maior “importador” de facções de outros estados.

Classificação Indicativa: Livre


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