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Polícia

Documentos do FBI expõem relato chocante que cita Trump no escândalo Epstein

Documentos do Departamento de Justiça revelam depoimento de mulher que afirma ter sido abusada por Trump quando adolescente  |  Reprodução: Isac Nóbrega/PR

Publicado em 06/03/2026, às 18h47   Reprodução: Isac Nóbrega/PR   Jussier Lucas

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Arquivos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxeram a público o depoimento de uma mulher que afirma ter sido vítima de abuso sexual quando ainda era adolescente. Segundo os documentos, o relato envolve o então empresário e atual presidente dos EUA, Donald Trump, e estaria relacionado ao escândalo envolvendo o financista Jeffrey Epstein.

O depoimento foi prestado ao Federal Bureau of Investigation (FBI) durante entrevistas realizadas em agosto e outubro de 2019. Apesar de ter sido colhido há anos, o conteúdo só veio a público agora, após a liberação de arquivos federais ligados às investigações sobre Epstein.

De acordo com os documentos, a mulher — cuja identidade permanece sob sigilo — afirmou que tinha entre 13 e 15 anos quando foi levada por Epstein para encontrar Trump em um prédio alto que, segundo seu relato, ficava em Nova York ou em Nova Jersey.

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Relato foi prestado ao FBI em 2019

Segundo o depoimento apresentado aos investigadores, outras pessoas estariam presentes no local no momento do encontro. A mulher afirmou que, em determinado momento, Trump teria pedido que os demais deixassem a sala.

No relato, ela descreve que reagiu durante o episódio e afirmou ter mordido o então empresário, o que teria provocado uma reação violenta. De acordo com a narrativa registrada nos documentos, ele teria puxado o cabelo da jovem e desferido um golpe na lateral de sua cabeça antes de ordenar que outras pessoas a retirassem do local.

O depoimento não detalha como a situação terminou nem de que forma a adolescente deixou o ambiente.

Após a divulgação dos documentos, a Casa Branca se manifestou por meio da secretária de imprensa Karoline Leavitt. Em nota, ela classificou as acusações como infundadas e afirmou que não existem evidências credíveis contra o presidente.

A assessoria também declarou que o Departamento de Justiça teve acesso às alegações durante anos sem apresentar acusações formais, o que, segundo o governo, indicaria ausência de provas contra Trump.

A divulgação dos arquivos também provocou reação no Congresso dos Estados Unidos. O deputado democrata Robert Garcia, integrante do Comitê de Supervisão da Câmara, afirmou nas redes sociais que parlamentares avaliam se entrevistas com a suposta vítima teriam sido mantidas fora do conhecimento público por anos.

O Departamento de Justiça respondeu às críticas afirmando que nenhum material foi apagado. Segundo o órgão, eventuais documentos podem ter sido temporariamente ocultados apenas para proteger informações pessoais ou dados sensíveis das vítimas, além de preservar investigações federais ainda em andamento.

Classificação Indicativa: Livre


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