Polícia
Publicado em 04/02/2026, às 12h17 Reprodução internet BNews Natal
Uma área de mata fechada na comunidade Canaã, às margens da BR-304, em Macaíba, virou ponto central de uma investigação que pode esclarecer o destino de duas jovens irmãs desaparecidas desde o fim de 2025.
Ossadas encontradas no local foram recolhidas para perícia, e a Polícia Civil do Rio Grande do Norte trabalha com a possibilidade de que pertençam às irmãs que sumiram em dezembro — hipótese que ainda depende de confirmação por DNA.
Os restos mortais foram encaminhados ao Instituto Técnico-Científico de Perícia do RN, responsável pelos exames genéticos que podem confirmar a identidade.
A hipótese investigada que chamou atenção
Entre os elementos analisados no inquérito — sem validação oficial até o momento — está a suspeita de que as jovens possam ter sido executadas após publicarem “dancinhas” em redes sociais que fariam alusão a uma facção criminosa.
A linha é tratada como hipótese investigativa, dentro de um contexto que já envolve prisões e indícios de atuação de organização criminosa.
Quem são as jovens desaparecidas
A suspeita recai sobre:
• Lidemila Alinny Fernandes de Souza, 16 anos
• Ana Beatriz Fernandes de Freitas, 19 anos
Elas foram vistas pela última vez em 30 de dezembro de 2025, após saírem de casa em Bom Jesus sem informar para onde iriam. Desde então, não houve contato com a família.
O que a polícia já encontrou durante as diligências
A investigação avançou com prisões realizadas na Zona Norte de Natal e em Extremoz. Quatro pessoas foram detidas.
Durante as ações, os policiais apreenderam:
• Um veículo com sinais de adulteração
• Armas e munições
• Um celular que, após verificação do IMEI, foi identificado como sendo de uma das jovens
Segundo a corporação, parte dos detidos relatou ligação com organização criminosa. Um deles possuía mandado de prisão em aberto.
Onde as ossadas foram localizadas
As ossadas estavam em meio à vegetação densa, em uma região de difícil visualização. Equipes do 11º Batalhão da Polícia Militar do RN, da Polícia Civil e do Itep atuaram no isolamento e recolhimento do material.
O que falta para a confirmação oficial
A Polícia Civil reforça que não há identificação formal até a conclusão do laudo.
A confirmação depende de:
• Exame de DNA
• Laudo pericial do Itep
• Cruzamento com material genético das famílias
Novas informações devem ser divulgadas após a finalização dos exames. Até lá, o caso segue tratado com cautela para evitar conclusões precipitadas.