Polícia
Publicado em 04/03/2026, às 12h50 Foto: Arquivo da família e Sérgio Henrique Santos/Inter TV Cabugi Giovana Gurgel
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte (PCRN) prendeu nesta quarta-feira (4) a esposa e um funcionário do empresário espanhol Joan Suriol Giralt, de 52 anos, suspeitos de envolvimento no assassinato do estrangeiro em Maxaranguape, no Litoral Norte potiguar. O corpo da vítima foi encontrado no dia 23 de dezembro de 2025, em uma ilhota na Lagoa do Vital.
Segundo as investigações, a motivação do crime seria patrimonial e passional, diante da iminência da formalização do divórcio. A esposa, de 48 anos, e um homem de 25 anos, apontado como funcionário de confiança do casal, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.
O laudo pericial confirmou que o empresário foi atingido por dez disparos de arma de fogo. A causa da morte foi anemia aguda provocada por hemorragia interna, após projéteis atingirem órgãos vitais, como coração e pulmões.
O crime teria ocorrido no dia 20 de dezembro. O desaparecimento foi comunicado pela então companheira da vítima, o que levou a Polícia Civil a iniciar diligências.
Três dias depois, na manhã de uma terça-feira (23), o corpo foi localizado por um funcionário que realizava buscas na região da lagoa. Ele relatou ter sentido um forte odor ao se aproximar da ilhota e encontrou o empresário de bruços, parcialmente coberto pelo mato.
Familiares e funcionários informaram que o empresário havia sido visto pela última vez no sábado anterior, quando chegou sozinho à barraca de bebidas que mantinha na lagoa para vigiar a propriedade, prática que costumava realizar semanalmente. Ele usava a mesma camisa azul encontrada no corpo.
Durante a investigação, chamou a atenção dos policiais a precisão com que pessoas ligadas ao convívio da vítima indicaram o local onde o corpo foi encontrado.
De acordo com a Polícia Civil, foram identificadas inconsistências em depoimentos, além de indícios de tentativa de ocultação de provas. Com base nos elementos reunidos, a corporação solicitou a prisão preventiva dos suspeitos, medida deferida pelo Poder Judiciário.
Após a detenção, os dois foram conduzidos à delegacia e, em seguida, encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça. As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do caso.
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