Polícia
Publicado em 24/02/2026, às 08h46 Reprodução internet Redação
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (24) a operação “Sem Remorso” para apurar um esquema de desvio de dinheiro envolvendo um ex-gerente da Caixa Econômica Federal.
O investigado é suspeito de ter subtraído aproximadamente R$ 1 milhão de contas bancárias, principalmente de clientes idosos.
A ação ocorreu em Dionísio Cerqueira, no Oeste de Santa Catarina, onde foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência do suspeito.
Como teria funcionado o esquema
Segundo a investigação, o ex-gerente teria utilizado as próprias atribuições do cargo para realizar saques e transferências sem autorização dos correntistas.
Os valores estimados consideram movimentações realizadas entre janeiro e agosto de 2022, já atualizadas.
A Polícia Federal apura se houve participação de outras pessoas no esquema ou se o investigado agiu sozinho.
Materiais apreendidos durante a operação
Durante as diligências, os agentes recolheram itens que podem ajudar a esclarecer o caso.
• documentos bancários
• telefone celular
• carro de luxo
O material será submetido à perícia para rastrear movimentações financeiras e identificar possíveis novas vítimas.
Caixa demitiu gerente após processo disciplinar
Em nota, a Caixa informou que abriu procedimento administrativo interno e que o funcionário foi demitido em julho do ano passado por conduta incompatível com o cargo. O banco também afirmou colaborar com as investigações.
O caso é tratado como peculato, crime caracterizado quando um servidor se apropria de valores sob sua responsabilidade.
Dicas de como proteger sua conta bancária
• ative alertas de movimentação no aplicativo do banco
• confira extratos com frequência
• não compartilhe senhas ou códigos
• registre imediatamente qualquer operação suspeita
• procure a polícia e o banco em caso de fraude
Como funciona o crime de peculato
O caso é investigado como peculato, previsto no Código Penal. O crime ocorre quando um servidor público ou funcionário com função pública se apropria de dinheiro ou bens sob sua responsabilidade.
As penas podem variar conforme a gravidade e o valor envolvido.
• Pena de 2 a 12 anos de prisão
• Multa proporcional ao prejuízo
• Perda do cargo público
• Obrigação de ressarcimento às vítimas
Por que idosos são alvo frequente de fraudes bancárias
Especialistas em segurança financeira apontam que criminosos costumam focar em contas de idosos por fatores como confiança em funcionários e menor familiaridade com tecnologia bancária.
• dificuldade em acompanhar extratos digitais
• confiança em gerentes ou atendentes
• menor uso de aplicativos de segurança
• valores acumulados de aposentadoria
Esse tipo de golpe tem crescido no Brasil, segundo dados de delegacias especializadas em crimes financeiros.