Polícia
Publicado em 05/01/2026, às 10h24 Reprodução internet BNews Natal
O Metropolitan Detention Center (MDC), em Nova York, é a única prisão federal da cidade e concentra presos provisórios e condenados considerados de alta periculosidade.
Atualmente, cerca de 1.336 detentos estão custodiados na unidade, segundo dados oficiais. E o número deve aumentar agora com a chegada do detento internacional Nicolás Maduro, presidente deposto da Venezuela capturado pelos Estados Unidos nas primeiras horas da manhã do último sábado (3), após forte ataque na cidade de Caracas.
Inaugurado no início da década de 1990, o MDC tornou-se um dos principais centros de custódia dos Estados Unidos para réus envolvidos em processos federais de grande repercussão, especialmente casos ligados a crime organizado, terrorismo, corrupção e tráfico internacional.
Prisão de alta segurança e presos famosos
Ao longo dos anos, o MDC abrigou nomes conhecidos do crime e do noticiário internacional. Entre eles está Joaquín “El Chapo” Guzmán, líder do Cartel de Sinaloa, que permaneceu na unidade antes de ser condenado à prisão perpétua por tráfico de drogas e outros crimes federais.
Mais recentemente, também passaram pelo local o rapper Sean Combs, conhecido como P. Diddy, e a socialite Ghislaine Maxwell, ex-companheira do predador sexual Jeffrey Epstein.
Em 2017, uma figura conhecida do público brasileiro também ficou detida no MDC: José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol. Marin morreu em julho do ano passado.
Condições rígidas e críticas recorrentes
A unidade prisional é frequentemente descrita por advogados e organizações de direitos humanos como um ambiente de condições precárias e controle extremamente rígido. As celas são monitoradas 24 horas por dia, e o contato com o mundo exterior é severamente limitado.
Visitas presenciais seguem protocolos rigorosos, com revistas constantes e restrições de tempo. Comunicações telefônicas e acesso a advogados também obedecem a regras estritas, especialmente para presos considerados de alto risco.
O que caracteriza o MDC de Nova York
- Única prisão federal de Nova York
- Abriga presos provisórios e condenados de alta periculosidade
- Aproximadamente 1.336 detentos atualmente
- Forte histórico de custódia de réus em casos de repercussão internacional
- Monitoramento constante e contato externo severamente restrito
Reconhecido pela severidade do regime interno, o MDC é considerado um dos ambientes carcerários mais duros do sistema federal norte-americano.
Maduro é levado a prisão federal em Nova York e aguarda início de audiências na Justiça dos EUA
Após desembarcar na Base da Guarda Nacional Aérea de Stewart, um aeroporto militar localizado no norte do estado de Nova Iorque, o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi transferido sob escolta para os Estados Unidos.
Ele chegou ao país em um Boeing 757 militar, vindo da base de Guantánamo no último sábado (3).
Segundo informações oficiais, Maduro foi inicialmente conduzido a um escritório da Drug Enforcement Administration (DEA) e, em seguida, encaminhado ao Metropolitan Detention Center (MDC), no Brooklyn.
A unidade é uma prisão federal de segurança máxima onde ele permanecerá detido enquanto aguarda julgamento.
Audiências devem começar nos próximos dias
A expectativa é que as audiências tenham início nos próximos dias perante um juiz federal em Manhattan. Já neste sábado (3), o caso provocou manifestações públicas na cidade, reunindo dezenas de pessoas.
Parte dos manifestantes celebrou a queda do líder venezuelano, enquanto outros pediram paz e estabilidade para o país sul-americano.
Acusações remontam a 2020
Maduro chega aos Estados Unidos com acusações formais apresentadas originalmente em 2020 pela Promotoria do Distrito Sul de Nova York.
À época, ele foi denunciado por narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para território norte-americano e crimes relacionados ao uso de armas automáticas.
As investigações tiveram como base apurações conduzidas pela DEA e outras agências federais dos EUA.
Nova acusação reforça suspeita de cartel
Também neste sábado, o tribunal tornou pública uma acusação substitutiva, que mantém e reforça os crimes já imputados. O novo documento aponta Maduro como o suposto líder do chamado “Cartel de los Soles”, uma organização que, segundo os investigadores, envolve altos comandos militares venezuelanos.
De acordo com a Promotoria, a rede teria atuado para o enriquecimento ilícito de seus integrantes e para a utilização do tráfico de cocaína como instrumento de enfrentamento aos Estados Unidos, ampliando o alcance internacional das atividades criminosas atribuídas à cúpula do governo venezuelano.
Principais pontos do caso
- Maduro desembarcou em base militar no norte de Nova York
- Transferência ocorreu em aeronave militar vinda de Guantánamo
- Detenção no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn
- Audiências devem ocorrer em tribunal federal de Manhattan
- Acusações incluem narcoterrorismo, tráfico de drogas e crimes com armas
- Nova denúncia reforça ligação com o “Cartel de los Soles”
O processo segue sob responsabilidade da Justiça Federal norte-americana, que deve definir nos próximos dias os próximos passos do julgamento.