Polícia
Publicado em 24/11/2025, às 13h52 Comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Alarico Azevedo - Instagram/PMRN José Nilton Jr.
Nesta segunda-feira (24), o comandante-geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Alarico Azevedo, afirmou em entrevista para a 98 FM que criminosos estão usando disparos de arma de fogo para instalar uma “guerra psicológica” no bairro de Mãe Luiza, na zona Leste de Natal. A região tem registrado sucessivas ocorrências envolvendo facções criminosas que disputam território.
O episódio mais recente foi registrado na noite do último domingo (23), por volta das 21h40, quando homens escondidos em uma área de mata efetuaram tiros para cima e chegaram a atacar policiais que patrulhavam a região. Ninguém foi preso.
De acordo com o comandante, o cenário não indica uma escalada de violência, mas sim uma estratégia de intimidação das facções. Alarico afirmou que a intenção dos grupos criminosos é “dominar pelo medo”, criando a sensação de que o bairro estaria sitiado por facções que tentam ampliar sua influência.
Durante a entrevista, o comandante explicou que facções têm se movimentado entre bairros da capital potiguar, exibindo poder por meio de disparos ostensivos. Ele reforçou que, até agora, não há registros de moradores feridos em razão desses confrontos.
Ainda de acordo com o informado pelo coronel, a dinâmica do conflito lembra a rivalidade entre torcidas organizadas, em que cada local tende a ter uma predominância. Em Mãe Luiza, há um grupo que se esconde na vegetação para cometer crimes como assaltos, e quando outro tenta avançar sobre a área, surgem as demonstrações de força.
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O coronel afirmou que a PM continua reforçando a atuação com bloqueios, barreiras e patrulhamentos constantes, justamente para impedir o avanço das facções e conter a sensação de insegurança.
Alarico destacou que a Polícia Militar não está minimizando o problema e reconhece os conflitos existentes entre criminosos que disputam o controle do morro. Ele destacou que a corporação está monitorando os grupos e que as ações continuam sendo ampliadas.
O comandante explicou que os tiros são disparados com o objetivo de incomodar, intimidar e criar pânico entre os moradores, mas reafirmou que nenhum civil foi atingido até o momento. Para ele, a estratégia criminosa deixa claro que se trata de uma disputa territorial.
“Vamos capturá-los, é apenas uma questão de tempo”, concluiu o coronel, ao garantir que a Polícia Militar seguirá atuando para neutralizar os grupos envolvidos na guerra psicológica que tem afetado Mãe Luiza.