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Atentado Cabo Deyvison: Quem fez o pix de R$10 mil encontrado com suspeito do crime? polícia revela como o fato pode elucidar o caso

Transferência financeira encontrada no celular de suspeito pode ajudar a identificar mandantes do atentado ao vereador Cabo Deyvison  |  Reprodução internet

Publicado em 18/06/2026, às 09h11   Reprodução internet   Redação

Uma transferência via Pix no valor de R$ 10 mil passou a ocupar o centro das investigações sobre o atentado que teve como alvo o vereador e policial militar Cabo Deyvison, em Mossoró.

O comprovante da operação financeira foi localizado pela Polícia Civil no celular de um dos homens presos sob suspeita de participação direta no crime. Os suspeitos foram identificados como José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel.

A descoberta pode representar um avanço importante para os investigadores, que agora trabalham para identificar quem enviou o dinheiro e qual seria a relação da quantia com a ação criminosa que resultou na morte do assessor parlamentar Alyson Dyego e deixou o vereador ferido.

Os suspeitos foram identificados como José Antônio da Costa e Vinícius Gabriel.

Celular danificado revelou movimentação financeira

De acordo com o coronel Alarico Azevedo, comandante da Polícia Militar, uma das pistas que passaram a ser analisadas pelas autoridades surgiu durante a prisão dos suspeitos no Ceará.

Segundo ele, os investigados tentaram destruir os aparelhos celulares no momento da abordagem policial. No entanto, um dos dispositivos permaneceu com a tela travada exibindo uma notificação relacionada a uma transação financeira no valor de R$ 10 mil.

O que aconteceu foi que, ao tentarem danificar os aparelhos, uma das telas ficou congelada em uma notificação bancária. Foi possível visualizar a referência a um PIX no valor de R$ 10 mil", explicou o coronel.

As autoridades ainda não divulgaram se a quantia foi enviada ou recebida pelo suspeito, nem a identidade das pessoas envolvidas na operação financeira.

Polícia Civil busca identificar origem do dinheiro

O comandante informou que os aparelhos apreendidos já estão sob responsabilidade da Polícia Civil, que ficará encarregada de aprofundar a análise dos dados armazenados nos dispositivos.

Segundo Alarico Azevedo, a investigação pretende esclarecer a natureza da transação, identificar os envolvidos e verificar se existe ligação entre a movimentação financeira e o atentado.

No momento da análise inicial foi possível identificar apenas o valor da operação, que era de R$ 10 mil. As informações sobre destinatário, remetente e demais detalhes serão apuradas pela Polícia Civil, que já está de posse dos celulares e adotará as medidas legais necessárias para esclarecer os fatos", afirmou.

A expectativa dos investigadores é que a perícia nos aparelhos ajude a identificar novas conexões entre os suspeitos e contribua para o esclarecimento completo do crime.

Dinheiro pode revelar novos envolvidos

A partir da identificação da transferência, a Polícia Civil busca esclarecer se o valor tem ligação direta com a execução do atentado ou com a estrutura montada para a prática do crime.

Entre as possibilidades analisadas está a de que o dinheiro tenha sido utilizado como pagamento aos executores, parte de um acordo financeiro maior ou até mesmo um adiantamento para a realização da ação.

Outra hipótese considerada pelos investigadores é que a quantia tenha servido para custear despesas operacionais relacionadas ao deslocamento, hospedagem, alimentação e logística dos suspeitos.

Investigação financeira ganha importância

Além da perícia técnica e dos depoimentos já reunidos durante o inquérito, a movimentação bancária pode fornecer informações decisivas sobre a dinâmica do atentado.

Especialistas que atuam em investigações financeiras avaliam que a origem do recurso pode ajudar a estabelecer conexões entre os suspeitos e possíveis articuladores do crime.

Também não está descartada a possibilidade de o valor ter sido transferido após o atentado para auxiliar na fuga, ocultação ou manutenção dos envolvidos.

Quebra de sigilo deve ser solicitada

Para avançar na apuração, a Polícia Civil deverá pedir autorização judicial para acessar dados bancários e telemáticos relacionados à transação.

Com a eventual autorização da Justiça, as instituições financeiras poderão fornecer informações detalhadas sobre as contas utilizadas na operação.

Entre os dados que podem ser analisados estão:

• Identificação dos titulares das contas;

• Histórico de movimentações financeiras;

• Extratos bancários;

• Registros de dispositivos utilizados;

• Endereços de acesso às plataformas bancárias;

• Dados de geolocalização vinculados às transações.

Prazo para obtenção dos dados

Após a expedição da ordem judicial, os bancos costumam encaminhar as informações solicitadas em poucos dias.

O tempo de resposta pode variar de acordo com a complexidade da investigação e o volume de dados requisitados pelas autoridades.

Em casos considerados prioritários, especialmente aqueles relacionados a crimes violentos ou atuação de organizações criminosas, o fornecimento das informações geralmente ocorre de forma mais rápida.

Pix pode levar a financiadores e mandantes

Para os investigadores, seguir o caminho do dinheiro pode ser tão importante quanto identificar os autores dos disparos.

Caso a origem da transferência seja esclarecida, a Polícia Civil poderá chegar a novos envolvidos, incluindo intermediários, financiadores e até possíveis mandantes da ação criminosa.

Enquanto as diligências prosseguem, o Pix de R$ 10 mil é tratado como uma das pistas mais relevantes surgidas até agora na investigação do atentado que mobilizou forças de segurança do Rio Grande do Norte e do Ceará e provocou grande repercussão em Mossoró.

PM prende terceiro suspeito de envolvimento direto em atentado

Na última quarta-feira (17), a Polícia Militar do Rio Grande do Norte (PMRN) anunciou que prendeu dois homens em uma operação realizada em Mossoró.

Um deles é suspeito de ser o motorista do carro usado no atentado e de ter ligação direta com o ataque ao vereador e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison e à morte do assessor ocorrida na última segunda-feira (15).

Um deles é suspeito de ser o motorista do carro usado no atentado e de ter ligação direta com o ataque ao vereador e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison e à morte do assessor ocorrida na última segunda-feira (15).

O segundo homem que estava com ele também foi detido durante a ação. Com a dupla, os policiais apreenderam duas armas. As autoridades informaram que somente a perícia poderá confirmar se as armas foram utilizadas no atentado que vitimou o assessor.

A investigação também busca esclarecer qual teria sido a participação do outro suspeito preso junto ao motorista. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o envolvimento dele na execução do crime.


Relembre o caso que chocou o RN

O atentado ocorreu na noite da última segunda (15) em frente a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Mossoró, enquanto o vereador fazia uma transmissão ao vivo.

Cabo Deyvison foi baleado nas pernas e ficou com uma bala alojada. Ele seguia internado com quadro estável nesta quarta. O assessor dele, Alyson Dyego de Oliveira Morais, de 37 anos, foi atingido nas costas e morreu no local.

No dia do crime, a polícia encontrou um carro abandonado e um carregador de fuzil.

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