Polícia
Publicado em 15/12/2025, às 08h48 Reprodução/Internet Dani Oliveira
Subiu para 16 o número de mortos após um ataque terrorista ocorrido neste domingo (14) na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália.
De acordo com a polícia do estado de Nova Gales do Sul, entre as vítimas fatais está um dos suspeitos do atentado. Outras 40 pessoas permanecem hospitalizadas, algumas em estado grave.
As autoridades classificaram oficialmente o ataque como um ato terrorista com motivação antissemita.
No momento do tiroteio, mais de mil pessoas participavam de uma celebração de Hanukkah, festividade judaica conhecida como o Festival da Luz.
Suspeitos: um morto e outro em estado crítico
Segundo a polícia australiana, dois suspeitos estariam envolvidos no ataque. Um deles foi morto a tiros no local. O outro foi detido e permanece sob custódia em estado crítico de saúde.
Até o momento, as autoridades não confirmaram oficialmente se os números de mortos e feridos incluem ambos os suspeitos.
A identidade dos envolvidos ainda não foi divulgada formalmente pelas forças de segurança.
Alvos eram membros da comunidade judaica
De acordo com a investigação preliminar, o ataque teve como alvo direto a comunidade judaica australiana.
O atentado ocorreu durante uma grande concentração de pessoas reunidas para celebrar o Hanukkah à beira-mar.
O episódio gerou comoção nacional e internacional, reacendendo o debate sobre o crescimento do antissemitismo no país.
Primeiro-ministro condena ataque e promete união
O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, divulgou uma mensagem de solidariedade à comunidade judaica após o ataque.
“Seus compatriotas australianos estão com vocês esta noite para condenar este ato de terror”, afirmou Albanese.
Ele acrescentou que a Austrália não se submeterá à violência, ao ódio ou à divisão.
Reação internacional e denúncia de antissemitismo
Autoridades israelenses reagiram com indignação ao ataque, com alguns representantes acusando o governo australiano de não conter o crescimento de atos antissemitas no país.
O Conselho Judaico da Austrália classificou o atentado como um “ato horrível de violência antissemita durante o festival judaico da luz e da esperança”.
Em nota, a entidade afirmou:
Muitos membros de nossa comunidade acabaram de receber a pior notícia de suas vidas. Em momentos como este, nos apoiamos mutuamente.”
Mídia identifica pai e filho como suspeitos
Embora a polícia ainda não tenha confirmado oficialmente os nomes dos envolvidos, veículos da imprensa australiana identificaram os suspeitos como Sajid Akram, de 50 anos, e seu filho, Naveed Akram, de 24.
A informação foi divulgada pela emissora pública ABC, pelos canais 9News e 7News — afiliados à CNN — e pelo jornal Sydney Morning Herald. A polícia de Nova Gales do Sul se recusou a comentar a identificação feita pela mídia.
Líder religioso repudia violência e cita o Alcorão
Um líder religioso muçulmano que deu aulas de Alcorão a Naveed Akram afirmou ter reconhecido o jovem em imagens do ataque. O sheik Adam Ismail, do Instituto Al Murad de Sydney, disse que Akram frequentou aulas de recitação do Alcorão e de língua árabe por cerca de um ano, a partir de 2019.
Em declaração em vídeo, Ismail condenou o atentado:
Condeno este ato de violência sem qualquer hesitação. O próprio Alcorão que ele estava aprendendo a recitar afirma claramente que tirar uma vida inocente é como matar toda a humanidade.”
O religioso acrescentou:
“Nem todos que recitam o Alcorão o compreendem ou vivem de acordo com seus ensinamentos, e infelizmente parece ser esse o caso aqui.”
Segundo Ismail, a gravação foi feita após a circulação de uma fotografia dele ao lado de Naveed Akram, registrada no instituto em 2022.
Investigação segue em andamento
Apesar de ainda não divulgar oficialmente os nomes dos suspeitos, a polícia australiana tem fornecido detalhes sobre o perfil dos envolvidos ao longo de diversas coletivas de imprensa.
As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e motivações do ataque.
O que se sabe até agora:
- Ataque ocorreu na praia de Bondi, em Sydney
- Número de mortos subiu para 16
- Quarenta pessoas seguem hospitalizadas
- Atentado foi classificado como terrorismo antissemita
- Evento reunia mais de mil pessoas em celebração de Hanukkah
- Um suspeito morreu e outro está sob custódia
- Mídia australiana aponta pai e filho como autores
- Governo e entidades condenaram o ataque