Polícia
Publicado em 14/05/2026, às 09h21 Reprodução internet Redação
Novos desdobramentos da sexta fase da operação “Compliance Zero”, realizada nesta quinta-feira (14), colocaram integrantes da Polícia Federal no centro das investigações que apuram um suposto esquema de favorecimento ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, uma delegada federal foi afastada das funções e alvo de mandado de busca e apreensão.
Um agente da ativa da corporação também acabou preso sob suspeita de repassar informações sigilosas ao grupo investigado.
Além deles, dois policiais federais aposentados tiveram endereços vasculhados durante o cumprimento das medidas autorizadas pelo STF.
Grupo investigado acessava sistemas sigilosos
As investigações indicam que a estrutura montada para atuar em favor de Vorcaro realizava monitoramento de adversários, coleta de informações estratégicas e tentativas de interferência em apurações oficiais.
De acordo com a Polícia Federal, integrantes do grupo conseguiam acessar dados restritos vinculados ao Ministério Público Federal, à própria PF e até a organismos internacionais de segurança, como o Federal Bureau of Investigation e a Interpol.
Os investigadores afirmam ainda que Daniel Vorcaro teria recebido previamente informações sobre diligências em andamento. Anotações relacionadas a autoridades e procedimentos policiais também foram encontradas no decorrer das apurações.
Investigação cita uso de credenciais de terceiros
Apontado como coordenador operacional do grupo conhecido como “A Turma”, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apelidado de “Sicário”, teria utilizado sistemas restritos de consulta e extração de dados ligados a órgãos de investigação e inteligência.
Segundo a PF, o acesso era realizado por meio de credenciais funcionais pertencentes a outras pessoas, mecanismo que permitia obter informações protegidas por sigilo institucional.
Na decisão que autorizou a nova fase da operação, André Mendonça afirmou que os elementos reunidos pela investigação apontam para acessos indevidos a bancos de dados da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de instituições internacionais de combate ao crime.