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Publicado em 09/04/2026, às 14h03 © Wilson Dias/Agência Brasil Giovana Gurgel
A produção industrial do Rio Grande do Norte registrou queda de 24,5% em fevereiro, na comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo atinge todas as atividades pesquisadas no estado, algo que não ocorria desde o início da série atual, em 2023.
O desempenho negativo marca a continuidade de um ciclo de retração iniciado ainda em outubro do ano passado. Desde então, o setor industrial potiguar vem acumulando resultados desfavoráveis.
De acordo com o levantamento, fevereiro de 2026 teve 18 dias úteis, dois a menos que o mesmo mês do ano anterior, fator que também influenciou o resultado.
Entre os segmentos analisados, a maior retração foi observada na fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com queda de 31,5%.
Na sequência aparecem as indústrias extrativistas, com recuo de 19,9%, e a fabricação de produtos alimentícios, que caiu 16,8%. O setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios apresentou a menor variação negativa, com redução de 3,9%.
É a primeira vez, desde 2023, que todos os setores industriais do estado registram queda simultânea no mesmo mês.
Segundo o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, o cenário reflete a perda de ritmo da indústria, intensificada desde o fim de 2025.
Fatores macroeconômicos, como a política monetária restritiva e as taxas de juros elevadas, têm encarecido o crédito e reduzido os investimentos, impactando diretamente o nível de produção.
Esse ambiente econômico mais adverso tem dificultado a retomada do crescimento industrial no estado.
No acumulado de 2026 até fevereiro, a indústria do RN apresenta queda de 24,8% em relação ao mesmo período do ano passado.
A única exceção é o setor de confecção de artigos do vestuário e acessórios, que cresceu 16,2%. Os demais segmentos seguem em retração, com destaque para a queda de 35,3% na fabricação de coque e derivados do petróleo.
As indústrias extrativistas recuaram 14,2%, enquanto o setor de alimentos apresentou queda de 11,6%.
Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial do estado caiu 12,6%, mantendo o cenário de desaceleração.
Nesse recorte, houve crescimento nos setores de confecção e nas indústrias extrativistas, enquanto os demais apresentaram desempenho negativo. A Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional segue monitorando o comportamento do setor no país, com nova divulgação prevista para o próximo mês.
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