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Negócios

RN dispara nas exportações, registra superávit de US$ 58 milhões e fica entre os líderes do Nordeste

No acumulado de janeiro a setembro, a corrente de comércio potiguar, que corresponde à soma das exportações e importações, ultrapassou US$ 1,3 bilhão  |  Sandro Menezes

Publicado em 09/10/2026, às 13h12   Sandro Menezes   José Nilton Jr.

No mês de setembro deste ano, o comércio exterior do Rio Grande do Norte registrou um desempenho positivo, com exportações alcançando US$ 85,6 milhões e importações somando US$ 27,3 milhões. Isso resultou em um superávit comercial de US$ 58,3 milhões, garantindo ao estado a terceira colocação entre os estados do Nordeste com os melhores saldos na balança comercial durante o período.

Os números fazem parte do 24º Boletim da Balança Comercial do Rio Grande do Norte, elaborado com base em dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação (SEDEC).

No acumulado de janeiro a setembro, a corrente de comércio potiguar, que corresponde à soma das exportações e importações, ultrapassou US$ 1,3 bilhão. O resultado representa um crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025. Já o saldo da balança comercial avançou 46%, reforçando o peso das transações internacionais para a economia estadual.

Ouro e frutas puxam vendas do RN para o exterior

O ouro em formas brutas liderou a pauta de exportações potiguares em setembro, movimentando US$ 34,4 milhões. Na sequência, apareceram as melancias frescas, com US$ 12,7 milhões, e os melões frescos, responsáveis por US$ 9,7 milhões em vendas internacionais.

Entre os outros produtos de destaque estão os óleos combustíveis, que geraram US$ 7,4 milhões, e os minérios de tungstênio, com US$ 3 milhões. Juntos, os cinco principais itens responderam por 78,5% de tudo o que o estado exportou no mês.

Os resultados evidenciam a participação de diferentes setores produtivos no comércio exterior potiguar, especialmente a mineração, a indústria energética e a fruticultura. A presença desses segmentos na pauta exportadora amplia as possibilidades de negócios com compradores internacionais.

Canadá lidera compras de produtos potiguares

O Canadá ocupou a primeira posição entre os destinos das exportações do Rio Grande do Norte em setembro, com aquisições avaliadas em US$ 30,6 milhões. Os Países Baixos ficaram em segundo lugar, com US$ 21,8 milhões, seguidos pelo Reino Unido, que comprou US$ 9,9 milhões em produtos potiguares.

A lista dos principais compradores inclui ainda a Suíça, com US$ 4,6 milhões, e os Estados Unidos, com US$ 3,9 milhões. Somados, esses cinco mercados concentraram 82,7% das exportações estaduais no período.

Importações incluem trigo, queijos e insumos industriais

Do lado das importações, o trigo e suas misturas com centeio, exceto para semeadura, foram os produtos que mais movimentaram recursos em setembro, alcançando US$ 5,3 milhões.

Também se destacaram as compras de policloreto de vinila, conhecido como PVC, que somaram US$ 1,3 milhão, e de queijos tipo mussarela, avaliados em US$ 1,1 milhão. Caixas de papel ou cartão e conversores elétricos estáticos registraram US$ 1 milhão cada.

A China foi a principal fornecedora de produtos para o Rio Grande do Norte, com US$ 8,4 milhões em vendas. A Argentina apareceu em seguida, com US$ 7,8 milhões, enquanto a Espanha movimentou US$ 2,5 milhões. Egito e Estados Unidos completaram a relação dos principais fornecedores, com US$ 1 milhão em importações cada um.

A aquisição de matérias-primas, alimentos e equipamentos no mercado internacional contribui para abastecer diferentes setores da economia estadual, atendendo às necessidades de empresas e cadeias produtivas locais.

Os resultados acumulados até setembro de 2026 reforçam a importância do comércio exterior para o Rio Grande do Norte, tanto pela entrada de receitas provenientes das exportações quanto pelo fornecimento de insumos necessários ao funcionamento de diferentes atividades econômicas.

Classificação Indicativa: Livre


TagsRio grande do norteEconomiaExportações