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Publicado em 27/05/2026, às 13h41 Lyon Santos/MDS José Nilton Jr.
O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social Wellington Dias afirmou que 5,1 milhões de beneficiários deixaram o Bolsa Família desde 2023 após melhorarem a renda familiar e superarem a situação de pobreza.
A declaração foi feita nesta quarta-feira (27) durante participação no programa Bom Dia, Ministro. De acordo com Wellington Dias, a saída das famílias do programa demonstra que os beneficiários não permanecem indefinidamente dependentes do auxílio social.
Durante a entrevista, Wellington Dias também afirmou que os dados contrariam a ideia de que os beneficiários desejam permanecer no Bolsa Família de forma permanente.
Sem citar diretamente declarações recentes do apresentador Luciano Huck, o ministro classificou esse tipo de visão como reflexo de preconceitos históricos contra a população de baixa renda.
Dias ressaltou que milhões de famílias conseguiram ampliar a renda principalmente por meio do ingresso no mercado de trabalho. Segundo ele, os números representam impacto direto sobre cerca de 15 milhões de brasileiros.
O ministro também utilizou pesquisas nacionais e internacionais para defender a eficácia do programa social.
De acordo com ele, um levantamento da Fundação Getulio Vargas em parceria com o Banco Mundial aponta que aproximadamente 70% da primeira geração de beneficiários superou a pobreza, principalmente através da educação.
Wellington Dias também mencionou dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento indicando melhora no Índice de Desenvolvimento Humano do Brasil.
Segundo o ministro, o país alcançou IDH de 0,805, entrando no grupo de nações classificadas com desenvolvimento “muito alto”.
Outro ponto citado foi o crescimento do empreendedorismo entre pessoas inscritas no Cadastro Único.
Dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas indicam que cerca de 5,9 milhões de cadastrados atuam atualmente como pequenos empresários.
Ainda segundo Wellington Dias, parte desses empreendedores passou a gerar empregos.
O ministro afirmou que aproximadamente 1,3 milhão de trabalhadores são empregados atualmente por pessoas que anteriormente recebiam o Bolsa Família.