Negócios
Publicado em 09/07/2026, às 12h34 Reprodução/Assessoria Giovana Gurgel
Faltando menos de 30 dias para o início da programação, Serra Negra do Norte, principal polo boneleiro do Rio Grande do Norte, recebe entre os dias 6 e 8 de agosto a segunda edição da Boné Brasil. O evento reunirá fabricantes, compradores, fornecedores, investidores, instituições financeiras e entidades de apoio empresarial com o objetivo de ampliar oportunidades de negócios, fortalecer a cadeia produtiva e dar projeção nacional ao setor.
A feira contará com exposição comercial, rodadas de negócios, palestras, capacitações, apresentações culturais, desfiles temáticos e espaços dedicados à inovação. A expectativa é aproximar empresários de instituições estratégicas e ampliar a competitividade da indústria local.
Além de fomentar novos negócios, a iniciativa busca fortalecer o turismo de eventos, movimentar o comércio e os serviços da cidade e consolidar Serra Negra do Norte como uma das principais referências nacionais na fabricação de bonés.
Os números reforçam a importância econômica do segmento no município. Em 2024, a produção ultrapassou a marca de 1 milhão de bonés por mês, com mais de 500 vendedores ativos e uma movimentação superior a R$ 190 milhões por ano.
A projeção para 2026 é de que o setor ultrapasse 1.400 empregos diretos. Atualmente, a cidade concentra cerca de 50 empreendimentos ligados à cadeia produtiva, incluindo fábricas, empresas de serigrafia, bordados, produção de abas, bicos, viseiras, bolsas e fornecedores especializados.
Reconhecida como um dos maiores polos boneleiros do Brasil, a cidade vem consolidando sua posição como referência nacional na produção do segmento, impulsionando a economia local e atraindo novos investimentos.
Segundo Flávio Júnior, diretor executivo da F7 Produções, empresa idealizadora da Boné Brasil, a edição de 2026 representa um novo momento para o evento e para a indústria instalada em Serra Negra do Norte.
De acordo com ele, durante muitos anos o município desenvolveu essa atividade de forma discreta, até se transformar em um importante motor da economia regional, responsável pela geração de empregos, renda e milhões de reais em circulação todos os anos. Para o organizador, a feira amplia a visibilidade desse potencial e cria novas conexões comerciais para os empresários locais.
A programação também prevê a participação de instituições como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (FIERN), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), bancos de desenvolvimento, agências de fomento e compradores de diversas regiões do país, fortalecendo o ambiente de negócios e a expansão do setor.