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Publicado em 11/02/2026, às 07h53 Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo Malu Machado
O Rio Grande do Norte encerrou o ano de 2025 com uma inflação superior à média registrada em todo o Brasil. Enquanto o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) nacional acumulou alta de 4,26%, as estimativas baseadas nos indicadores de Natal e índices regionais apontam que o estado atingiu uma variação de 4,4% no acumulado do ano.
O resultado mantém o RN distante do centro da meta de inflação imposta pelo Banco Central e impõe um cenário de cautela para o início de 2026. Embora os preços tenham apresentado uma tendência de desaceleração no segundo semestre, fatores regionais impediram que o estado acompanhasse o ritmo do restante do país.
A pressão sobre o custo de vida do potiguar veio, principalmente, de itens essenciais e serviços cotidianos. Entre os destaques negativos estão:
Em contrapartida, a construção civil ofereceu um alívio pontual. O Rio Grande do Norte liderou o Nordeste com o menor crescimento acumulado no custo do setor até novembro de 2025, registrando 3,71%, índice abaixo das médias regional e nacional.
Para o ano de 2026, o cenário traçado pelo mercado financeiro através do Boletim Focus indica uma convergência para a meta oficial, cujo centro é de 3,0%. Pela quinta semana consecutiva, as projeções para o IPCA de 2026 foram revisadas para baixo.
No entanto, o caminho para preços mais baixos depende da condução da política monetária. Atualmente, a Taxa Selic (taxa básica de juros da economia) está em 15% ao ano. A expectativa é que, caso a inflação mostre sinais consistentes de controle, o Banco Central inicie um ciclo de redução dos juros a partir do primeiro semestre de 2026.
Apesar do otimismo moderado para o futuro, analistas alertam que riscos como o reajuste automático de contratos por índices de preços e incertezas fiscais ainda estão no radar e podem limitar uma desaceleração mais rápida dos preços no Rio Grande do Norte.