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Publicado em 09/03/2026, às 11h26 - Atualizado em 11/03/2026, às 11h36 Reprodução/Agência Brasil / Estadão ELÍ Bernardo
A guerra nos emirados Árabes já está afetando os combustíveis no mundo. Os preços do petróleo subiram para mais de US$119 por barril nesta segunda-feira (09), atingindo valores não vistos desde meados de 2022, à medida que alguns dos principais produtores mundiais cortaram o fornecimento e temores de interrupções prolongadas no transporte marítimo dominaram o mercado devido à guerra crescente entre os EUA e Israel com o Irã.
Os contratos futuros do petróleo do tipo Brent subiam US$10,26, ou 11,1%, a US$102,95 por barril, às 09h15 esta segunda-feira (09), enquanto os contratos futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiam US$10,14, ou 11,2%, a US$101,04.
Em cenário turbulento, o Brentchegou a atingir mais cedo US$119,50 por barril, no maior salto de preço absoluto em um único dia, enquanto o WTI alcançou US$119,48 por barril.
O Brent subiu 66% e o WTI 77% em relação aos valores do último fechamento antes de os EUA e Israel iniciarem os ataques em 28 do mês passado.
Os preços desta segunda-feira se comparam às máximas históricas de cerca de US$147 por barril para os contratos alcançadas 2008, de acordo com dados da LSEG que remontam à década de 1980.
Os contratos de carregamento do Brent no primeiro mês em relação aos contratos para entrega daqui a seis meses subiu para um recorde histórico nesta segunda-feira de quase US$36, de acordo com dados da LSEG desde 2004.
O valor ficou bem acima do pico anterior de cerca de US$23 em março de 2022, nas primeiras semanas da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
Esse prêmio indica uma estrutura de mercado conhecida como backwardation, mostrando que os operadores veem uma intensa escassez de oferta atual.