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Publicado em 09/05/2026, às 19h41 Foto: GettyImages Ranyere Fonseca
O debate sobre o fim da escala 6x1 ganhou um novo e preocupante capítulo para os gestores municipais do Rio Grande do Norte. Um estudo detalhado da Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revela que a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, pode gerar um impacto financeiro de até R$ 811 milhões anuais aos cofres das prefeituras potiguares.
O "nó" da questão está na necessidade de reposição de pessoal. Para manter os serviços públicos funcionando com a jornada reduzida de 44 para 36 horas semanais, os municípios do RN precisariam contratar, às pressas, 15.222 novos servidores. Como a maioria do funcionalismo municipal (63%) é composta por estatutários, a flexibilidade para ajustar esses contratos é quase nula, impondo um desafio gigante aos prefeitos.
Atualmente, quatro projetos principais tramitam no Congresso para alterar a jornada:
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já sinalizou que pretende votar o texto até o final de maio. Enquanto os trabalhadores pressionam pela melhora na qualidade de vida, a CNM alerta que o custo pode inviabilizar serviços básicos e aumentar a despesa com terceirizados, como empresas de coleta de lixo, que também teriam que repassar os novos custos operacionais aos municípios.