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Publicado em 01/06/2026, às 07h03 Divulgação Malu Machado
A Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac) acendeu o sinal de alerta e abriu diálogo com os senadores da República sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue a escala de trabalho 6x1 e reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas.
Após o texto ser aprovado na Câmara dos Deputados, a entidade alerta que a proposta, se passar sem os ajustes necessários no Senado, causará fortes impactos diretos sobre contratos, custos e empregos no setor.
O segmento em questão lida diretamente com atividades essenciais e de funcionamento ininterrupto, como a cobertura de equipes em hospitais, escolas, aeroportos e órgãos públicos. A PEC agora inicia sua tramitação no Senado Federal, onde precisará passar por votação em dois turnos antes de uma eventual promulgação.
O presidente da Febrac, Edmilson Pereira, afirmou que acompanha a tramitação da proposta com preocupação diante dos possíveis reflexos operacionais e econômicos que a mudança drástica pode gerar.
Estamos falando de atividades essenciais que funcionam de forma contínua. Qualquer alteração estrutural precisa considerar a realidade operacional das empresas e os impactos diretos”, destacou o presidente.
Segundo o dirigente, a entidade não é contra a discussão, mas defende que o debate avance acompanhado de medidas que permitam equilíbrio econômico e segurança jurídica para empregadores e trabalhadores.
“Mudanças dessa magnitude exigem transição responsável, diálogo permanente e mecanismos compensatórios que preservem a sustentabilidade das empresas e a manutenção dos empregos formais”, afirmou Edmilson Pereira.
O principal ponto de preocupação das prestadoras de serviços gira em torno do aumento significativo de custos para manter as operações contínuas, especialmente em contratos públicos e privados que exigem a presença permanente de trabalhadores.
Para que hospitais e aeroportos não fiquem desassistidos com a redução da jornada, as empresas alegam que serão forçadas a contratar mais pessoal, inflando a folha de pagamento.
Em muitos segmentos, será necessário ampliar quadros de funcionários para garantir o mesmo nível de atendimento. Isso pode gerar pressão financeira principalmente sobre pequenas e médias empresas, que têm menor capacidade de absorver custos adicionais”, finalizou o presidente da Febrac.