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Publicado em 26/11/2025, às 12h56 - Atualizado às 13h00 Foto: Unsplash Nathalia Quiereguini
A Black Friday se tornou um dos períodos mais lucrativos do varejo, mas não apenas pelas promoções.
O que realmente move o consumo nessa data é um conjunto de estratégias que exploram o comportamentohumano.
O consumidor acredita que está tomando decisões racionais, quando na verdade está reagindo a estímulos construídos para acelerar o impulso.
O primeiro ponto, segundo matéria do Metrópoles, é a urgência. Contadores regressivos, avisos de “últimas unidades” e alertas de “acaba em minutos” criam a sensação de que, se você não comprar agora, perderá algo importante.
O cérebro interpreta isso como uma possível perda, e não como uma promoção comum. Agir rápido passa a parecer a única alternativa.
Outro elemento decisivo é a forma como os preçossãoapresentados. Quando alguém vê um produto riscado de R$ 599 para R$ 299, dificilmente avalia se o valor final realmente faz sentido para sua realidade financeira.
A reação é à diferença, à sensação de “economia imediata”.A âncora, o preço original, é colocada ali justamente para influenciar essa percepção. O produto passa a parecer mais valioso do que é.
Há também o fator social. Mesmo quem não planejava comprar nada passa a sentir que deveria aproveitar “já que todos estão aproveitando”.
Esse comportamento de manada, somado ao marketing intenso da data, cria um ambiente emocional que reduz a capacidade de análise crítica. A compra deixa de ser racional e passa a ser reativa.
Apesar do cenário, é possível fugir dessas armadilhas. O primeiro passo é simples: planejarantes de a Black Friday começar.
Fazer uma lista do que realmente é necessário ajuda a filtrar ofertas que parecem imperdíveis, mas não têm utilidade real.
Outro ponto essencial é pesquisar o preço do produto ao longo das semanas anteriores, isso impede que o consumidor caia no truque do “desconto inflado”.
Praticar uma pausa consciente também funciona. Antes de finalizar a compra, espere alguns minutos ou até um dia.
A distância reduz o impulso e aumenta a clareza. Por fim, faça a pergunta mais direta possível: “Eu preciso disso ou estou reagindo à sensação de oportunidade?”.
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