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Economia brasileira cresce 2,3% em 2025 mas avanço não significa bem-estar automático, informa IBGE

O Brasil encerra 2025 com crescimento de 2,3%, mas desacelera no último trimestre, segundo o IBGE  |  Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Publicado em 03/03/2026, às 12h59   Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil   Giovana Gurgel

A economia brasileira encerrou 2025 com crescimento de 2,3%, consolidando o quinto ano consecutivo de expansão. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial do Produto Interno Bruto, o PIB.

No quarto trimestre, o desempenho ficou praticamente estável, com variação positiva de 0,1% na comparação com o trimestre anterior. O resultado indica desaceleração no ritmo de avanço ao fim do ano, mas mantém a trajetória de crescimento anual.

O PIB representa a soma de todos os bens e serviços finais produzidos no país em determinado período e é o principal indicador para medir a atividade econômica.

O que mede o PIB

O cálculo do PIB considera o valor de mercado dos bens e serviços que chegam ao consumidor final, incluindo os impostos incidentes. Para chegar ao resultado, o IBGE utiliza diversas pesquisas setoriais, como as áreas de comércio, serviços e indústria.

O indicador permite analisar o comportamento da economia em nível nacional, estadual ou municipal, além de possibilitar comparações internacionais.

Apesar de ser referência para avaliar o tamanho e o ritmo da economia, o PIB não mede aspectos como distribuição de renda, desigualdade social ou qualidade de vida da população.

Crescimento

Especialistas ressaltam que um país pode apresentar Produto Interno Bruto elevado sem, necessariamente, garantir melhores condições de vida para todos os cidadãos.

Da mesma forma, há nações com PIB menor que conseguem oferecer altos padrões de bem-estar, a depender de fatores como políticas públicas, acesso a serviços e distribuição de renda.

Com o resultado de 2025, o Brasil mantém a sequência de crescimento iniciada após a retração registrada no início da década, ainda que o ritmo mais moderado no último trimestre sinalize desafios para sustentar a expansão nos próximos anos.

Classificação Indicativa: Livre


TagsComércioEconomiaDesigualdadeImpostosPibIbgeProduto interno brutoBens E ServiçosInstituto brasileiro de geografia e estatística