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Publicado em 10/04/2026, às 19h29 Valter Campanato/Agência Brasil Jussier Lucas
O dólar fechou esta sexta-feira (10) em queda de 1,02%, cotado a R$ 5,0112 — o menor nível em cerca de dois anos e muito próximo da marca simbólica de R$ 5. O movimento reforça uma sequência de desvalorização da moeda norte-americana frente ao real ao longo das últimas semanas.
No mesmo dia, o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, avançou 1,12% e encerrou aos 197.324 pontos, atingindo um novo recorde histórico. O desempenho reflete o otimismo dos investidores diante de fatores internos e externos.
No cenário internacional, o mercado acompanhou as negociações entre Estados Unidos e Irã, previstas para começar neste sábado (11), em meio a um cessar-fogo considerado frágil. A trégua, anunciada no início da semana, trouxe algum alívio, mas ainda há incertezas sobre sua manutenção.
Apesar do acordo, há registros de possíveis violações, e o Estreito de Ormuz segue com restrições operacionais. A região é estratégica para o transporte global de petróleo, concentrando cerca de 20% do fluxo mundial da commodity, o que mantém o mercado atento a eventuais impactos nos preços.
No Brasil, investidores também reagiram à divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que subiu 0,88% em março, segundo o IBGE. O índice acumula alta de 4,14% em 12 meses, acima das expectativas do mercado, que projetavam 0,7% no mês e 4% no acumulado anual.
Nos Estados Unidos, dados de inflação e confiança do consumidor também influenciaram os negócios. O índice de preços ao consumidor avançou 0,9% em março, após alta de 0,3% em fevereiro, acumulando 3,3% em 12 meses, dentro das projeções.
No acumulado, o dólar registra queda de 2,87% na semana, 3,23% no mês e 8,70% no ano. Já o Ibovespa soma alta de 4,93% na semana, 5,26% no mês e expressivos 22,47% no ano, consolidando o momento positivo do mercado financeiro brasileiro.