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Publicado em 16/12/2025, às 10h20 Reprodução/Freepik Malu Machado
Apesar do tema finanças estar sempre presente na rotina dos brasileiros, boa parte da população ainda sente dificuldade em lidar com o próprio dinheiro.
Segundo a 17ª edição do Observatório Febraban, 55% afirmam entender pouco (40%) ou nada (15%) de educação financeira, embora a maior parte diga dar muita (55%) ou alguma (20%) atenção ao controle do dinheiro.
Na prática, essa distância entre interesse e conhecimento faz com que pequenas escolhas do dia a dia se transformem em dívidas, atrasos e perda de planejamento, especialmente em um cenário de renda restrita e custo de vida elevado.
Para Camila Poltronieri Flaquer, Head de Cobrança Digital da empresa Recovery, organizar as finanças para ter um 2026 mais leve não exige tarefas complexas:
“Educação financeira é, antes de tudo, clareza. Quando a pessoa entende quanto ganha, quanto gasta e o que pode ajustar, o planejamento aparece e as decisões ficam menos pesadas”, afirma.
Por isso, com a chegada do fim do ano, reunimos nove passos simples para quem quer começar o ano com mais controle, rumo ao fim das dívidas e ao alcance da organização financeira.
O primeiro passo é o mais simples: saber exatamente quanto dinheiro entra e quanto sai. Para isso, você deve montar um orçamento, listando todas as entradas e saídas.
Assim, fica fácil ver para onde seu dinheiro está indo e se o saldo será positivo (azul) ou negativo (vermelho). É importante incluir desde os gastos fixos até pequenos custos diários, como cafés e apps de transporte, que parecem mínimos, mas somam muito no final do mês.
O cartão de crédito é o maior problema para o bolso dos brasileiros, principalmente quando se usa o parcelamento da fatura ou o crédito rotativo. O cheque especial, com juros altíssimos, completa a lista de dívidas perigosas que causam a temida "bola de neve". Empréstimos e financiamentos também apertam o orçamento se não forem bem planejados.
Por isso, é essencial organizar tudo: o valor total das dívidas, os juros, o número de parcelas e os prazos. Só com essas informações em mãos você consegue criar um plano para pagar tudo. A dica é procurar suas instituições financeiras ou empresas de renegociação (como a Recovery) para ter acesso a esses dados.
A chave para negociar contas e mudar como se gasta é a união da família. Quando todos dividem responsabilidades e tentam gerar uma renda extra, o peso diminui. Conversem sobre os gastos "escondidos" (como assinaturas, comida de rua e celular) para fazer cortes inteligentes. A vida financeira melhora muito quando é tratada como um projeto coletivo.
Às vezes, vender um bem é a solução mais inteligente para as finanças. Um carro, por exemplo, gera muitos gastos fixos mensais (combustível, seguro, manutenção e IPVA) que apertam o bolso. Reduzir ou cortar despesas como essa pode ser decisivo para reorganizar a vida financeira, sobrar dinheiro no orçamento e permitir novos planos.
Uma renda extra ajuda a pagar dívidas mais rápido ou a construir sua reserva de segurança. O segredo é aproveitar o que você já sabe fazer: cozinhar, vender, dar aulas, fotografar ou prestar serviços online. Não importa se é pouco; pequenas quantias mensais, usadas de forma estratégica, têm um impacto enorme nas suas finanças.
Depois de organizar o orçamento e saber quanto você pode pagar por mês, é hora de renegociar suas dívidas. A melhor opção costuma ser o pagamento à vista, que garante descontos maiores. Se não for possível, tente alongar o prazo ou juntar todas as dívidas em uma só para facilitar o controle. Fique atento aos programas do governo, como o Desenrola Brasil. Negociações diretas com empresas especializadas também são ótimas.
Poupar é um hábito, e o valor inicial não importa. Começar com R$30 por mês já é suficiente para criar uma reserva que evita novas dívidas no futuro. Esse dinheiro deve ficar em um local de saque rápido (liquidez), como a poupança, e só pode ser usado em casos urgentes: despesas médicas, grandes imprevistos em casa ou alimentação.
Os gastos "escondidos" são poderosos. Exemplos são: delivery, transporte por aplicativo, lanches, assinaturas inúteis e compras por impulso. Eles consomem uma parte grande do seu dinheiro sem que você perceba. A chave é identificá-los e mudar a rotina, como planejar refeições, usar mais o transporte público e avaliar se as promoções valem a pena. Esse controle melhora muito sua saúde financeira.