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Negócios

Desemprego no RN cai para 8,1% em 2025, a menor taxa em 13 anos; confira dados

Apesar da queda no desemprego, 73 mil potiguares desistiram de procurar trabalho no último trimestre.  |  Foto: reprodução internet

Publicado em 21/02/2026, às 16h01   Foto: reprodução internet   Ranyere Fonseca

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O mercado de trabalho no Rio Grande do Norte fechou o ano de 2025 com números históricos. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (20), a taxa média de desemprego no estado caiu para 8,1%. Este é o menor patamar registrado desde o início da série histórica do instituto, iniciada em 2012.

Para se ter uma ideia do avanço, em 2024 a taxa era de 8,7%. O movimento de queda foi ainda mais acentuado no último trimestre do ano (outubro a dezembro), quando o índice de desocupação despencou para 6,7%; uma redução de 2 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

Menos pessoas na fila, mas informalidade ainda é desafio

De acordo com o levantamento, o Rio Grande do Norte terminou o ano com cerca de 101 mil pessoas desocupadas, o que representa 31 mil pessoas a menos em busca de trabalho na comparação anual. Por outro lado, o contingente de pessoas ocupadas chegou a 1,412 milhão.

Confira os principais indicadores do mercado potiguar:

O alerta dos "desalentados"

Apesar do otimismo com os recordes, a pesquisa acendeu um sinal de alerta para o grupo dos desalentados (pessoas que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não encontrarão oportunidades). Esse número cresceu 6,7% no último trimestre, atingindo 73 mil pessoas no estado.

Somado a isso, o RN ainda possui 1,337 milhão de pessoas fora da força de trabalho (estudantes, aposentados e pessoas que se dedicam exclusivamente a tarefas domésticas).

Cenário Nacional

O Rio Grande do Norte acompanhou uma tendência nacional de recuperação. Além do estado, outras 19 unidades da federação registraram suas menores taxas históricas em 2025. No Brasil, a taxa média de desocupação recuou para 5,6%. Na região Nordeste, o estado com o melhor desempenho foi a Paraíba, com apenas 6% de desemprego.

Analistas do IBGE pontuam que, embora o mercado esteja dinâmico, estados do Norte e Nordeste ainda precisam focar em aumentar a produtividade e reduzir a subutilização da mão de obra para garantir que a queda no desemprego se traduza em maior qualidade de vida.

Classificação Indicativa: Livre


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