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Publicado em 10/04/2026, às 10h23 Tânia Rêgo/Agência Brasil Malu Machado
O custo de vida do brasileiro ficou mais caro em março. Segundo dados do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (10), a inflação oficial subiu 0,88%, acelerando em relação ao mês anterior.
O grande vilão do período foi o grupo de alimentos e bebidas, que saltou de uma variação de 0,26% em fevereiro para 1,56% em março,pesando no orçamento das famílias.
A alta foi sentida principalmente na alimentação dentro do domicílio, que subiu 1,94%. Itens essenciais no prato do brasileiro registraram altas de dois dígitos, o que explica a percepção de carestia nos supermercados:
Quando olhamos para as maiores altas percentuais isoladas, a cenoura (28%) e a abobrinha (23,5%) aparecem no topo da lista. O feijão-carioca e a batata-doce também pressionaram o índice para cima.
Por serem itens de alto consumo, qualquer variação neles impacta severamente o poder de compra das faixas de renda mais baixas.
Apesar da pressão de alta, alguns itens deram fôlego ao consumidor. O destaque positivo ficou para o abacate (-13,2%) e a laranja-baía (-8%), que registraram as maiores quedas.
A maçã (-5,79%) e o café moído (-1,28%) também figuraram entre os produtos que ficaram mais baratos no mês.
Veja maiores altas e maiores quedas:
Cenoura: 28%
Abobrinha: 23,5%
Tomate: 20,3%
Cebola: 17,2%
Feijão-carioca (rajado): 15,4%
Batata-doce: 13,4%
Açaí (emulsão): 12,5%
Batata-inglesa: 12%
Leite longa vida: 11,7%
Pimentão: 8%
Abacate: -13,2%
Laranja-baía: -8%
Maçã: -5,8%
Laranja-lima: -3,9%
Peixe-palombeta: -3,8%
Limão: -3,6%
Banana-maçã: -3,4%
Mandioca (aipim): -3,2%
Inhame: -3,2%
Açúcar refinado: -2,9%
Com o crescimento dos preços, o consumidor precisa de estratégia para não estourar o orçamento. Confira algumas orientações de especialistas para driblar a inflação: