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Publicado em 08/04/2026, às 11h42 Marcello Casal jr/Agência Brasil Malu Machado
O bolso do consumidor potiguar sentirá mais uma vez o reajuste no preço do gás (GLP) a partir desta quinta-feira (9). A correção já começou a chegar às distribuidoras com um aumento médio de R$ 7,11.
De acordo com o Sindicato dos Revendedores Autorizados (Singás/RN), o repasse final para o consumidor deve variar entre R$ 8 e R$ 9 por botijão, impulsionado também pela alta no preço do diesel.
Segundo apuração da Tribuna do Norte, os novos valores praticados em Natal e no interior devem oscilar entreR$ 120 e R$ 125.
O presidente do Singás/RN, Ivo Lopes, explica que o ajuste preocupa o setor. “Na hora que você tem aumento, reduz o consumo. O poder de compra reduz”, aponta.
Ele estima que, embora alguns estabelecimentos ainda vendam estoques antigos até sexta-feira (10), cerca de 90% das revendas já aplicarão o novo preço nesta quinta.
Bruno Souto, gerente comercial da Mega Gás, destaca que a alta no diesel já vinha pressionando os custos logísticos antes mesmo do anúncio do reajuste do gás.
Fomos surpreendidos com mais um aumento no preço do produto. Muita família de classe C e D não vai ter como arcar”, lamenta o gerente.
A situação é tão crítica que revendedores já avaliam suspender a oferta do programa “Gás do Povo”. Edimilson Silva, proprietário da Ultragaz Edx, afirma que o valor recebido do governo tornou-se inviável. “Ou o consumidor vai ter que pagar a diferença ou o revendedor não vai conseguir dar continuidade”, disse.
Ele revela ainda que muitos lojistas estão "encolhendo a margem" de lucro, repassando apenas 8% a 10% do aumento para não perder clientes.
Os reajustes são influenciados por uma combinação de fatores: