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Publicado em 28/05/2026, às 17h14 Reprodução/Brasil Escola José Nilton Jr.
O Brasil criou 85.888 empregos com carteira assinada em abril, de acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego divulgados por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
O resultado representa uma forte desaceleração no mercado de trabalho. Na comparação com março, quando o país registrou 227.974 novas vagas formais, houve uma queda de 62,3% na geração de empregos.
O desempenho também ficou 63,9% abaixo do registrado em abril do ano passado, quando foram abertas 238.216 vagas após ajustes feitos pelo ministério. Segundo os dados oficiais, este foi o segundo pior resultado para meses de abril desde 2020, ficando acima apenas do período mais crítico da pandemia de Covid-19, quando mais de 981 mil vagas foram fechadas.
Entre os estados brasileiros, o Rio Grande do Norte apareceu entre as unidades federativas que mais perderam postos formais de trabalho em abril.
O estado fechou 1.396 vagas com carteira assinada no período. Além do RN, apenas Alagoas e Rio Grande do Sul registraram saldo negativo no mês.
O setor de serviços foi o principal responsável pela abertura de empregos no país, com saldo positivo de 69.601 postos.
A construção civil também teve desempenho positivo, criando 23.525 vagas formais. Já comércio e agropecuária registraram mais demissões do que contratações.
No acumulado entre janeiro e abril de 2026, o Brasil gerou 699.762 empregos formais. O número representa queda de 23,4% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram abertas mais de 913 mil vagas.
Mesmo com a desaceleração, o país encerrou abril com mais de 47,8 milhões de trabalhadores com carteira assinada.