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Publicado em 21/02/2026, às 09h54 Foto: reprodução internet Ranyere Fonseca
A produção de petróleo e gás no Rio Grande do Norte registrou, em dezembro de 2025, o seu patamar mais baixo nos últimos 40 anos. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o estado produziu uma média diária de 33 mil barris, volume que não era visto desde a década de 1980.
O recuo é significativo quando comparado aos dados da última década. Há dez anos, a produção em solo potiguar era quase o dobro da atual. Em outubro de 2025, a média ainda se mantinha em 36 mil barris por dia, antes da queda acentuada no último mês do ano.
O setor de petróleo e gás é considerado o principal pilar da economia do Rio Grande do Norte. De acordo com a Federação das Indústrias (Fiern), a atividade responde por mais de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do estado.
Além da redução no volume extraído, a queda no preço internacional do barril no fim de 2025 afetou o repasse de royalties e a arrecadação de municípios produtores e do Governo do Estado.
Especialistas apontam que o Rio Grande do Norte possui "campos maduros", áreas que produzem há décadas e exigem tecnologias mais complexas para a extração. Outros fatores citados para o desempenho atual incluem:
Os municípios de Mossoró, Macau e Guamaré são os que mais sentem os reflexos na economia local, desde o comércio até a geração de empregos. Segundo o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), as perdas industriais acumuladas em 2025 chegaram a 11,5%.
Para tentar reverter o cenário, o Governo do Estado prevê investimentos de R$ 3 bilhões no setor até 2030. Há também a expectativa em torno da margem equatorial, que pode iniciar uma nova fase de exploração em águas ultraprofundas nos próximos anos.