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Publicado em 04/10/2026, às 14h47 Foto: reprodução Ranyere Fonseca
Mila Seidl, viúva do especialista em aviação e influenciador Lito Sousa, manifestou apoio público neste domingo (4) a um abaixo-assinado que pede que o Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos passe a levar o nome do comunicador. Lito, que comandava o canal Aviões e Músicas, faleceu na última quinta-feira (1º), aos 59 anos, vítima de uma condição neurológica rara.
A petição foi articulada por admiradores do trabalho do profissional, que dedicou quase quatro décadas à indústria aeronáutica e popularizou o conhecimento sobre a segurança de voo no Brasil.
Em pronunciamento divulgado nas redes sociais, Mila explicou que o maior terminal aéreo do país tinha um valor sentimental inestimável na trajetória do marido, funcionando praticamente como uma extensão de sua própria vida.
A viúva revelou detalhes comoventes sobre a relação de Lito com o local e uma vontade expressa antes de partir.
Segunda casa: com mais de 37 anos de atuação profissional no setor, o técnico em aviação passou grande parte de sua carreira no aeroporto paulista, local onde também nasceu a ideia de criar seus conteúdos informativos;
Espargimento de cinzas: Mila contou que um dos últimos pedidos de Lito em vida foi que suas cinzas fossem divididas e lançadas em dois terminais específicos: no próprio Aeroporto de Guarulhos e no de Campinas, símbolos de sua paixão pela aviação;
Proposta legislativa: a mobilização de apoiadores chegou a ser encaminhada como sugestão ao Senado Federal, propondo nomear o terminal como Aeroporto Lito Sousa ou sob seu registro civil, Joselito Geraldo de Sousa.
A perda do comunicador gerou comoção entre entusiastas da aviação e seguidores de seus conteúdos didáticos sobre o funcionamento de aeronaves.
Lito enfrentava um quadro de saúde complexo e de rápida evolução.
Diagnóstico fatal: o empresário foi diagnosticado com a doença de Creutzfeldt-Jakob, enfermidade degenerativa rara e sem cura causada pelo acúmulo de proteínas anormais no cérebro;
Tratamento pioneiro: o profissional chegou a ser o primeiro paciente a receber no país uma terapia experimental autorizada excepcionalmente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mas a gravidade do quadro impediu a reversão da doença.