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Publicado em 15/03/2026, às 10h09 Foto: VINCENT BOSSON/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO Ranyere Fonseca
Quem passou pela Avenida Paulista na noite deste sábado (14) se deparou com uma cena inusitada: centenas de ciclistas pedalando completamente nus ou seminus. O grupo participava da Pedalada Pelada, a versão paulistana do movimento internacional World Naked Bike Ride (WNBR), que ocorre simultaneamente em diversas metrópoles do mundo.
A concentração começou por volta das 20h na Praça Marechal Cordeiro de Farias (Praça dos Arcos), em Higienópolis. De lá, o comboio seguiu para a Avenida Paulista, passando em frente ao Masp, e desceu a Rua Augusta em direção à Praça Roosevelt. Além das bicicletas, o protesto contou com skates e patins, todos unidos pelo mesmo propósito: denunciar a fragilidade física de quem compartilha as vias com carros, ônibus e caminhões.
O uso da nudez não é meramente estético ou recreativo; para os manifestantes é uma ferramenta política. Segundo os organizadores, pedalar nu simboliza que o ciclista não possui nenhuma "carcaça" ou proteção além da própria pele. “É uma forma de dizer o quanto somos vulneráveis e que, no trânsito, o corpo é a nossa única proteção”, afirmaram os manifestantes em nota.
Vídeos e fotos do ato rapidamente viralizaram nas redes sociais. Muitos participantes aproveitaram a exposição para pintar frases de protesto e estatísticas de acidentes diretamente na pele. O evento, que nasceu em 2004, completa mais de duas décadas de existência mostrando que, apesar do avanço das ciclovias em cidades como São Paulo, a sensação de insegurança ainda é o maior obstáculo para quem deseja adotar a bicicleta como meio de transporte principal.
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