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Uma xícara de café por dia pode barrar arritmia em quase 40%, revela pesquisa

Para a realização da pesquisa, foram usados dados clínicos de 200 voluntários que enfrentavam episódios frequentes de fibrilação atrial  |  Com os resultados publicados, os especialistas pretendem aprofundar os estudos sobre o impacto da cafeína na saúde cardíaca - Reprodução/Freepik

Publicado em 11/11/2025, às 15h45   Com os resultados publicados, os especialistas pretendem aprofundar os estudos sobre o impacto da cafeína na saúde cardíaca - Reprodução/Freepik   José Nilton Jr.

De acordo com uma pesquisa, consumir apenas uma xícara de café todos os dias pode reduzir em 39% o risco de recorrência de arritmia cardíaca. O estudo foi conduzido por cientistas da Universidade da Califórnia, em São Francisco, e da Universidade de Adelaide, na Austrália. A conclusão da pesquisa aponta para um impacto positivo da bebida em pacientes com batimentos irregulares e acelerados.

Para a realização do estudo, foram usados dados clínicos de 200 voluntários que enfrentavam episódios frequentes de fibrilação atrial ou apresentavam histórico da condição. Todos foram submetidos a uma cardioversão elétrica, procedimento que utiliza um choque para restaurar o ritmo normal do coração.

Após a execução dessa etapa, os participantes foram divididos em dois grupos. Uma parte consumiu uma xícara de café com cafeína todos os dias durante seis meses. A outra foi orientada a evitar totalmente bebidas cafeinadas no mesmo período.

Café surpreende e reduz risco de arritmia

Ao final do estudo, o grupo que manteve o consumo diário de café apresentou redução de 39% na probabilidade de uma nova arritmia. O resultado surpreendeu a comunidade médica e abriu nova linha de discussão sobre as recomendações feitas a pacientes cardíacos.

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Os pesquisadores explicaram que a bebida pode atuar como diurético, contribuindo para a diminuição da pressão arterial e reduzindo o risco de alterações no ritmo do coração. Também destacaram que o café contém diversos compostos anti-inflamatórios que podem oferecer benefícios adicionais.

Pesquisadores questionam tradição médica

A fibrilação atrial é mais comum em pessoas com mais de 60 anos ou com sobrepeso elevado. Nos Estados Unidos, a condição afeta aproximadamente 10 milhões de adultos e está entre os distúrbios cardíacos mais recorrentes no país.

Com os resultados publicados, os especialistas pretendem aprofundar os estudos sobre o impacto da cafeína na saúde cardíaca. A expectativa é que as descobertas influenciem futuras recomendações médicas sobre o consumo da bebida.

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