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Publicado em 28/02/2026, às 09h31 Imagem: Reprodução/Truth Social Mayane Lins
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (28) que o país realizou ataques contra o Irã. Em declaração pública, ele afirmou que a ofensiva tem como objetivo “defender o povo americano” diante do que classificou como ameaças do governo iraniano e voltou a dizer que Washington não vai permitir que Teerã desenvolva uma arma nuclear.
Ao justificar a decisão, Trump repetiu que o Irã representa risco direto não apenas para os Estados Unidos, mas também para tropas e bases americanas no exterior e para aliados. Ele citou episódios históricos envolvendo norte-americanos e atribuiu ao regime iraniano apoio a grupos armados no Oriente Médio, além de responsabilizá-lo por ações que, segundo ele, impactaram diretamente interesses dos EUA e de parceiros na região.
Veja o vídeo do ataque:
No discurso, o presidente também detalhou o foco militar da operação. Disse que as forças americanas pretendem atingir a estrutura de mísseis do Irã, com a promessa de “arrasar” a indústria bélica ligada a esse setor. Ao mesmo tempo, admitiu que o cenário pode trazer custos: Trump alertou para a possibilidade de baixas, em meio ao risco de escalada do conflito.
A fala ocorre em meio ao desgaste das tratativas sobre o programa nuclear iraniano. Trump afirmou que o país tentou avançar em negociações, mas que, na avaliação dele, o Irã não recuou das ambições nucleares e ainda manteve projetos de armamentos e mísseis de maior alcance, argumento usado para sustentar a ofensiva.
Após os ataques, imagens de satélite divulgadas nas redes e por veículos internacionais mostram destruição e danos severos em um complexo associado ao líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. A indicação de que o local tem ligação com a residência oficial e com funções estratégicas do aiatolá dá ao bombardeio um peso simbólico e político, além do impacto militar.