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Transformação à vista no "coração econômico" de Natal; VEJA imagens

Projeto prevê transformação no camelódromo do Alecrim, tornando o espaço em um shopping popular modernizado com mais de 600 unidades comerciais  |  Canindé Soares

Publicado em 06/12/2025, às 22h00   Canindé Soares   Anderson Barbosa

O bairro do Alecrim é conhecido por ser o "coração econômico" do comércio de Natal. Lá tem de tudo. Atende a todos os gostos e a todos os bolsos. No local, são mais de 6 mil empresas formalizadas, 30 mil empregos diretos e uma arrecadação mensal de R$ 3 milhões.

O Alecrim é mesmo um turbilhão. E como todo bairro populoso, demasiadamente povoado e intensamente movimentado, enfrenta desafios grandiosos de ordenamento urbano e infraestrutura.

Para resolver essas questões e transformar os problemas em solução, um projeto pretende transformar a mola mestra do Alecrim -- o camelódromo -- em um shopping popular modernizado e com mais de 600 unidades comerciais (veja vídeo abaixo).

Projeto debatido em audiência pública

O projeto, desenvolvido pela arquiteta e urbanista Danielle Sá, prevê a reforma do espaço atual, aumentando a quantidade de boxes para mais de 600, reorganizando a circulação interna e adequando o uso correto do espaço público. A proposta foi apresentada e debatida em audiência pública e compartilhada com os comerciantes ainda em agosto de 2023.

"O camelódromo já é um shopping popular"

O BNews Natal entrevistou o presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), Matheus Feitosa, que falou sobre o projeto.

"Na verdade, o camelódromo já é um shopping popular. O projeto tem o objetivo de que o espaço atual seja reformado. O projeto que foi doado pela a AEBA, desenvolvido pela Arquiteta e Urbanista Danielle Sá, prevê um aumento na quantidade de box para mais de 600 boxes", afirmou.

Hoje, segundo Matheus, o camelódromo possui 425 boxes no camelódromo. "De acordo com a SEMSUR, o número oficial quando foi inaugurado era mais ou menos 250. Com o tempo, e sem uma fiscalização permanente e rígida, os boxes foram sendo divididos, alugados e vendidos sem autorização da Prefeitura, o que é irregular.  Inclusive, têm alguns que não estão sendo usados da forma correta, que servem somente como depósito, pois as mercadorias são colocadas nas calçadas e na frente das lojas com maior movimentação ou nas esquinas das ruas mais movimentadas. Quando termina o expediente, os depósitos são usados para guardar esses produtos", explicou. 

Bairro do Alecrim é o "coração econômico" de Natal / Foto: Canindé Soares

A proposta foi conversada com os comerciantes?

"Sim", respondeu o presidente. Matheus disse que o projeto foi apresentado e debatido em audiência Pública, compartilhado em grupos de WhatsApp e também em reunião na SEMSUR com os interessados que a reforma aconteça.

Camelódromo será transformado em shopping popular

Haverá espaço para todos os comerciantes que trabalham no camelódromo?

"Sim", garantiu Matheus. O presidente da AEBA afirmou que a oferta de espaço será maior com a organização e a reforma do espaço. "É sabido publicamente que tem permissionários, dono de boxes que têm mais de uma unidade que ou é ocupado por um só comerciante ou é alugado para outras pessoas!

Previsão de quando o projeto será iniciado e concluído?

"Não temos previsão, mas contamos que isso aconteça na atual gestão municipal. A proposta de reforma está no plano de governo e o tema já foi muito bem debatido. Acreditamos que pode ser amadurecido ainda mais. Tirar dúvidas se existir e, junto à reforma, tem que acontecer o ordenamento dos espaços públicos nas ruas do Alecrim, para que não tenhamos mais ocupações irregulares. Será fundamental que exista uma equipe permanente da fiscalização para orientar quem chegar e quiser ocupar espaços públicos de circulação de veículos e transeuntes", acrescentou Matheus Feitosa.

Benefícios

- Aumento da oferta de espaço para os comerciantes
- Organização e reforma do espaço atual
- Ordenamento dos espaços públicos nas ruas do Alecrim
- Fiscalização permanente para evitar ocupações irregulares

Desafios

- Existência de permissionários que possuem mais de uma unidade
- Ocupação irregular de espaços públicos
- Falta de fiscalização efetiva

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Classificação Indicativa: Livre


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