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Publicado em 04/07/2026, às 15h13 Foto: Getty Images Ranyere Fonseca
O cenário na Venezuela permanece desolador dez dias após os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que devastaram a região de La Guaira. Além das 2.645 vidas confirmadas como perdidas, o Ministério das Comunicações do país informou que 12.666 pessoas ficaram feridas e 6.462 foram resgatadas com vida. O impacto habitacional é profundo: o governo calcula que 15 mil pessoas perderam suas casas, deixando cerca de 86 mil famílias dependentes de assistência governamental direta.
A complexidade da situação é agravada pelas estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), que trabalha com o número preocupante de 50 mil desaparecidos, uma marca que reflete a intensidade dos dois tremores que atingiram a região com menos de um minuto de intervalo, seguidos por vinte réplicas.
A solidariedade global tem sido um ponto de apoio, com o envio de ajuda humanitária, medicamentos e equipes especializadas de países como Estados Unidos, China, México, Reino Unido e Brasil. Entre as missões de resgate, destaca-se uma mobilização específica de equipes brasileiras em La Guaira. Eles se juntaram, nesta sexta-feira (3), aos esforços para localizar Félix Tovar, de 70 anos, pai de um cidadão brasileiro-venezuelano. Tovar é considerado desaparecido desde o dia do desastre, quando se encontrava em uma padaria que colapsou totalmente.
O drama de Daniel Medina, filho de Félix, tornou-se um símbolo da agonia das famílias que buscam respostas. O jovem, que vive no exterior, tem liderado apelos por ajuda e reunido dados fundamentais para otimizar o trabalho dos socorristas na zona de impacto. Enquanto o governo venezuelano foca na assistência aos desabrigados e na remoção dos escombros, o tempo torna-se o principal inimigo na esperança de encontrar sobreviventes sob as ruínas.