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Publicado em 30/03/2026, às 12h51 © Marcello Casal Jr/Agência Brasil Giovana Gurgel
A Sexta-Feira Santa, um dos momentos mais simbólicos do calendário cristão, será celebrada em 3 de abril de 2026. Considerada feriado nacional no Brasil, a data reúne práticas religiosas, tradições culturais e mudanças na rotina de milhões de brasileiros.
Inserida na Semana Santa, a celebração antecede o domingo de Páscoa e marca um período de intensa devoção. Ao longo da semana, igrejas promovem missas, cultos, vigílias e encenações que relembram os últimos momentos de Jesus Cristo.
A data é observada sempre na sexta-feira anterior à Páscoa, mantendo sua posição fixa dentro da tradição cristã, embora o dia mude a cada ano.
A Sexta-Feira Santa, também chamada de Sexta-Feira da Paixão, simboliza a crucificação e morte de Jesus Cristo, conforme descrito na Bíblia.
De acordo com a tradição cristã, ele foi condenado pelas autoridades romanas e executado na cruz ao lado de dois criminosos. A morte é interpretada como um sacrifício pela redenção dos pecados da humanidade.
Por esse significado, a data costuma ser marcada por reflexão, silêncio e práticas religiosas. Em muitas regiões, fiéis optam por não trabalhar e dedicam o dia a atividades espirituais.
Durante a Sexta-Feira Santa, diferentes denominações cristãs realizam cerimônias específicas. Na Igreja Católica, a Celebração da Paixão de Cristo ocorre tradicionalmente às 15h, horário associado à morte de Jesus.
O ritual inclui liturgia da palavra, adoração da cruz e comunhão. Procissões também são comuns, reunindo fiéis em manifestações públicas de fé.
Já em igrejas evangélicas, cultos e celebrações da Santa Ceia fazem referência à última reunião de Jesus com seus discípulos. Em várias cidades, apresentações teatrais retratam a crucificação.
Entre os católicos, a Sexta-Feira Santa é tradicionalmente um dia de jejum e abstinência de carne, especialmente a vermelha. A prática funciona como forma de penitência e disciplina espiritual.
Por isso, é comum a substituição por peixes e frutos do mar, com destaque para pratos à base de bacalhau, bastante consumidos na data.
A orientação, no entanto, não é obrigatória para todas as religiões. Para quem não segue a tradição católica, o consumo de carne fica a critério individual, sem restrições específicas.
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